Problemas no Golfo beneficiam Brasil e Costa Oeste da África

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No ano anterior ao que pode ser chamado por alguns de “o pior acidente com derramamento de óleo de todos os tempos”, tivemos um fechamento com grande saldo positivo para todos do mercado offshore aqui no Brasil.

Quase um ano antes da explosão seguida do derramamento no poço de “Macondo” no Golfo do México, a poluição causada por derramamento de óleo decorrente de acidentes com petroleiros vinha consolidando uma baixa recorde.
A Associação Internacional de Proprietários Independentes de Petroleiros (Intertanko), no seu relatório anual, disse que não havia constatado nenhum grande derramamento de petróleo de petroleiros em 2009. A associação define um grande vazamento sendo um superior a 700 toneladas.

Até então a maioria dos derramamentos ocorreram mais em consequência de acidentes com petroleiros do que explosões ou falhas em poços de petróleo.

A Intertanko disse ainda que a quantidade de poluição por derramamento de óleo de navios em 2009 estava em seu nível mais baixo desde que a ITOPF (International Tanker Owners Pollution Federation Ltd.) começou a manter registros em 1970. ITOPF foi criado em 1968 para administrar um sistema de compensação voluntária estabelecidas em resposta ao derrame de petroleiro “Torrey Canyon” ao largo no Reino Unido em 1967.

Os pequenos vazamentos em 2009 tiveram a tendência de ocorrer em operações de bunkering envolvendo navios de pequeno porte, disse a Intertanko.

MT Torrey Canyon

As mortes por acidentes em petroleiros totalizaram 15 em 2009, em comparação com 55 no ano anterior. As mortes de 2009 foram resultado da colisão de um graneleiro com um petroleiro, que em seguida pegou fogo, no Estreito de Malaca; um navio de pequeno porte que explodiu após colidir com um barco de pesca na China; No arriar de uma baleeira de um petroleiro ao largo na Groenlândia; e uma explosão no castelo de proa de um navio-químico em lastro próximo da Holanda.

A Intertanko também que disse que a maior mudança foi no tipo de incidente em 2009,:o maior índice foi de  encalhes, cujo número aumentou de 14 do ano anterior para 64. A maioria dos encalhes envolveram navios de pequeno porte.

Sendo assim, após o grande desastre no Golfo do México, o mercado mostra uma melhoria na qualidade  dos serviços especializados e um melhor rendimento “incidentes x hora trabalhada”. Com isso, apesar do aumento do valor do seguro e dos fretes num primeiro momento, os preços provavelmente voltarão ao normal no final do segundo semestre, com a consequente retomada de investimentos no próximo ano, também indiretamente forçando os investidores temporariamente para fora do Golfo do México, o que incentiva o desenvolvimento de campos petrolíferos no Brasil e Oeste da África.

Por Wilson Bonicenha


1 COMMENT

  1. É lamentável tudo o que ocorreu há pouco no Golfo do México.
    O Brasil acabou sendo favorecido, mas não podemos colocar isso como único motivo, pois nossa Indústria Offshore já vinha se fortalecendo.
    Além disso, não podemos nos esquecer que o Mar do Norte está com o oil business meio em baixa também.
    O mais importante é que nosso Governo saiba investir todos os recursos que agora entrarão aqui para o desenvolvimento sustentável de nosso país como um todo.

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