O que emperra o desenvolvimento dos portos brasileiros

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Nada na vida tem uma resposta simples e definitiva, pois os problemas, em geral, são causados por um conjunto de fatores que convergem para um mesmo ponto. No nosso caso, o ponto é o Porto!

Porto é terminal, e terminal é onde todas as mazelas logísticas nacionais convergem e “terminam” sua viagem, e o “mico” fica para o coitado do porto.

O caos ferroviário em que nos encontramos hoje na esmagadora maioria dos portos nacionais, é fator de imenso impacto na eficiência e produtividade dos portos.

A malha rodoviária nacional e estadual, ou está sucateada, ou é pedagiada a valores extorsivos ou ambos. O impacto no custo logístico dos produtos destinados ao porto é indispensável de se comentar.

Os acessos aos centros urbanos onde estão os portos localizados, são irresponsavelmente gerenciados pelos municípios e nossos brilhantes políticos populistas que incentivam invasões de terrenos e áreas públicas, colocam lombadas e semáforos nos acessos portuários “desacelerando” a velocidade das cargas aos portos.

As delegações a estados e municípios são assimétricas e desalinhadas com as companhias docas federais. Ou seja: não há gestão portuária nacional alinhada. É politicagem para lá e para cá. O profissionalismo é mero discurso para tolos!

As tarifas portuárias são ridículas à administração portuária, pois as mazelas do sistema são subsidiadas pelo pobre “terminal”, que, por sua vez, depende de verbas de Brasília (Paranaguá e Antonina como exceção…).

A pobreza financeira e desarrumação organizacional (Cias. Docas, autarquias atuais), são atrasadas e pouco profissionalizadas e com passivos trabalhistas imensos. Inviabilidade total.

Portanto, vamos “falar sério”. Para modernizarmos os portos brasileiros tem muito trabalho conjunto para fazer. Não é apenas dragar e fazer cais!

Texto de Daniel Lúcio Oliveira, publicado no site Porto Gente

Por Rodrigo Cintra

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