Shell planeja construir a maior plataforma de petróleo do mundo

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A gigante petrolífera Shell planeja explorar os campos de gás Prelude e Concerto, localizados na Bacia de Browse, a cerca de 475 kM da costa da Austrália, por meio da construção de uma FPSO gigante, projetada para ter aproximados 480 metros de comprimento e 75 de boca (largura).

A plataforma produzirá 3,5 milhões de toneladas de gás e 1,3 milhões de toneladas de óleo leve (condensado) anualmente. A necessidade de sua construção dá-se pelo fato do Campo ser muito longe da costa, o que dificultaria bastante a construção e manutenção de dutos submarinos.

Comparando a unidade com um campo de Futebol

Se for construída, a plataforma será a maior estrutura flutuante do mundo, com 10 metros a mais que o maior superpetroleiro do mundo, o Knock Nevis, que encerrou suas operações em 2009. Para se ter uma idéia, ela é maior que quatro campos de futebol juntos e supera de longe navios como o Queen Mary II, Emma Maersk e USS Nimitz.

O navio terá um deslocamento total de 600 mil toneladas – seis vezes maior que o porta-aviões de propulsão nuclear da Marinha dos EUA USS Nimitz. Nenhuma plataforma flutuante de óleo ou gás chega perto disso. Além disso, segundo a Shell, será capaz de resistir às intempéries do tempo e até mesmo às tempestades tropicais sem maiores problemas.

Comparação com outras estruturas gigantes

“Construir uma embarcação desta magnitude será um enorme desafio de engenharia”, explica Mark Lambert, da Royal Institution of Naval Architects, em Londres. “É possível”, diz ele, “mas teremos que ser muito cuidadosos sobre como ele se flexiona ao longo de seu comprimento, para que as rachaduras por fadiga sejam evitadas”, afirma.

Samsung e Technip estão cotadas para o projeto, que tem um custo estimado em US$ 21 bilhões.

Se o Governo Australiano aprovar o projeto, após avaliação do impacto ambiental, a plataforma será construída em um estaleiro na Coreia do Sul e depois será rebocada para o campo Prelude, onde a Shell pretende iniciar suas operações em 2015 ou 2016.

Por Rodrigo Cintra

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