Governo do RS abre disputa por hidrovias em Rio Grande e Capital

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O Governo do Estado do Rio Grande do Sul deve abrir amanhã oficialmente duas concorrências para exploração de transporte hidroviário de passageiros. Além da conexão de Porto Alegre a Guaíba, a ligação gaúcha por água mais antiga em operação, entre Rio Grande e São José do Norte, estará em disputa.

Os editais serão liberados após a homologação pelo conselho da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Agergs), prevista para ocorrer hoje em reunião a partir das 14h na Capital. A abertura do processo para a hidrovia com um dos maiores fluxos do Sul do País, com movimento diário de 4 mil usuários, provoca reação dos atuais operadores. Hoje a exploração ocorre graças a autorizações de organismos do setor portuário, que se renovaram em mais de oito décadas.

A ligação estreou em 1922. As regras para as duas conexões deverão ter condições semelhantes, segundo o diretor-superintendente da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan), Nelson Lidio Nunes. Segundo Nunes, a concorrência no Sul pretende regularizar a exploração. Atualmente, diz o diretor-superintendente, não há contrato e sim uma autorização. O prazo de concessão das duas hidrovias será de 30 anos, com prorrogação por mais 20 anos.

Embarcações do modelo catamarã (duplo casco) serão exigidas nos dois serviços. Na Capital, que teve o último registro de transporte nos quase 30 quilômetros em 1980, o vencedor terá de assegurar duas embarcações de 120 lugares cada. No Sul, a previsão é, pelo menos, três, com 150 passageiros.

Nunes justifica que a mudança de modelo em Rio Grande, onde são oito barcos, sendo apenas um catamarã, pretende encurtar o tempo do percurso de sete quilômetros. A meta é reduzir o trajeto de 25 para 15 minutos. “Teremos um concessionário ou consórcio. Depende das empresas”, informa o diretor, que projeta 120 dias para adaptação dos vencedores às exigências, que incluem ainda equipamentos fabricados a partir de 2009. A justificativa ainda é de maior segurança. “Nunca ocorreu acidente em Rio Grande, mas não podemos arriscar”.

Para ler esta matéria na íntegra, acesse o Jornal do Commercio

Por Rodrigo Cintra

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