Mais poços da OGX!

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A OGX elevou de 51 para 87 a previsão de poços a serem perfurados até 2013. A informação foi dada esta última semana pelo diretor financeiro da companhia, Marcos Torres. Segundo ele, a decisão se deve aos bons resultados obtidos na campanha exploratória da empresa de petróleo e gás, pertencente ao Grupo EBX, do empresário Eike Batista.

A companhia informou ainda que espera descobertas de grande porte nos poços adquiridos na Colômbia recentemente. A expectativa é de que os contratos de exploração e produção sejam assinados até o fim do ano. A OGX prevê iniciar em meados de 2011 a produção nos poços adquiridos na Colômbia. Durante reunião de hoje na Associação dos Analisas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec) No Rio de Janeiro, o diretor Financeiro da empresa informou ainda que a OGX estima iniciar a campanha exploratória nas bacias do Pará-Maranhão e no Espírito Santo também em 2011.

Segundo Torres, a OGX está capitalizada até 2013 para sustentar sua campanha exploratória e o início da produção. O executivo informou que a posição de caixa da companhia é de USS 3,4 bilhões. Ele reafirmou o interesse da empresa em vender uma participação acionária nos blocos da Bacia de Campos. Segundo Torres, os recursos oriundos dessa operação serão usados para reforçar o caixa da companhia e também poderão ser distribuídos.

Bacia de Campos

Paulo Mendonça

O diretor de exploração e Produção da OGX, Paulo Mendonça, afirmou hoje que o grande volume de descobertas feitas pela companhia na Bacia de Campos vem atrasando o processo de venda de uma participação acionária nos blocos situados no local. Em setembro, o gerente executivo da empresa, Ricardo Juiniti, havia dito que a companhia pretendia obter entre US$ 12 bilhões e US$ 14 bilhões com a venda de 20% a 30% dos blocos de exploração que possui na Bacia de Campos.

Segundo Paulo Mendonça, essas descobertas vêm obrigando a companhia a fazer reavaliações em suas reservas, inicialmente estimadas entre 2,6 bilhões e 5 bilhões de barris de óleo. O executivo não quis dar detalhes sobre o processo e se limitou a dizer que, provavelmente, no mês que vem já poderá dar um melhor posicionamento sobre a operação.

De acordo com o executivo, na venda de participações acionárias é preciso ter cuidado e buscar a avaliação mais correta. “Precisamos ter mais certezas para evitar exageros para cima ou para baixo. Normalmente, um processo desse tipo de venda de ativos leva em média de nove a 12 meses”, disse. Mendonça também participou da reunião com investidores na Apimec, no Rio de Janeiro.

Com as informaçõesEstadão

Por Rodrigo Cintra

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