Rapidinhas – Vamo que vamo!

0

Pagação dentro da Petrobrás puxa ações da empresa e especulações deixam somente incertezas a respeito do petróleo na Bacia de Sergipe. Estaleiros liberados para BR e Transpetro e Royal Caribbean recebendo mais um belo navio. Os políticos já estão que nem siri na lata por causa dos royalties depois das descobertas em Sergipe. Não é muita coisa não, mas dá pro gasto.

Peroba descendo a broca em Sergipe – A Petrobras divulgou hoje esclarecimento sobre notícias divulgadas na imprensa que especulavam sobre o volume de investimentos e o tamanho da descoberta anunciada ontem pela companhia na Bacia de Sergipe. A Petrobras confirmou que os estudos realizados no primeiro poço em águas ultraprofundas na Bacia Sergipe-Alagoas custaram US$ 40 milhões, e que ainda deve investir mais US$ 200 milhões para viabilizar o início da produção. “As informações obtidas até então não são suficientes para divulgação de expectativa de volumes recuperáveis”, esclareceu a empresa. A estatal acrescentou ainda que as reservas do poço 1 – SES – 158 são semelhantes às que ocorrem na Bacia de Campos. “Também é importante registrar que a presença de hidrocarbonetos leves nestes reservatórios foi atestada através de perfís.” O poço ainda está em perfuração, para permitir a avaliação de outras reservas, mais antigas e profundas.

IBAMA liberou contrução de estaleiro na Bahia – Com o cumprimento de todas as condicionantes socioambientais, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu nesta quinta-feira (28) a licença de implantação do Estaleiro Enseada do Paraguaçu. O projeto será instalado no município de Maragojipe, às margens do Rio Paraguaçu e nas proximidades do canteiro de obras de São Roque. O estaleiro, a ser construído pela empresa homônima formada pela Odebrecht, UTC e OAS, será totalmente voltado para a produção de plataformas de petróleo, dentro de um terreno de três milhões de metros quadrados. Quando concluído, mediante investimentos previstos de R$ 2 bilhões, ocupará uma área aproximada de 150 hectares, com abrangência socioeconômica envolvendo Maragojipe, Itaparica, Saubara, Salinas da Margarida, Cachoeira e São Félix, cidades abordadas durante o processo de licenciamento.

CETESB libera estaleiro para a Transpetro em Araçatuba – A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) confirmou hoje (27) a concessão de licença para o início das instalações do estaleiro que construirá, em Araçatuba, 20 comboios de empurradores e barcaças para o transporte de etanol pelo rio Tietê. O empreendimento, de R$ 460 milhões, ficará a cargo da empresa Estaleiro Maguari, vencedora de licitação aberta pela Transpetro, subsidiária da Petrobras, para a construção das embarcações. De acordo com o gerente da Cetesb em Araçatuba, José Maria Morandini Paolielo, a empresa vencedora da licitação só depende, agora, da publicação da licença no Diário Oficial para obter o documento e, com isso, iniciar sua instalação em Araçatuba.

Royal Caribbean recebe novo navio – O estaleiro STX Europe entregou nesta quinta-feira à Royal Caribbean International o cruzeiro MS Allure of the Seas, com capacidade para 6.296 passageiros e 2,3 mil tripulantes. Com a mesma configuração do MS Oasis of the Seas, o navio divide o título de maior do mundo com o “irmão” mais velho, que navega há quase um ano. As duas embarcações têm cerca de 360 m de comprimento, 64 m de largura, 65 m de altura (acima da linha do mar), 16 andares e custaram mais de 1 bilhão de euros. A viagem de estreia do novo transatlântico está marcada para 5 de dezembro. Os passageiros poderão desfrutar de uma pista de patinação no gelo, quadra poliesportiva, carrossel, quatro piscinas, dez hidromassagens, jardim, minigolfe, tirolesa e discotecas, entre outras atrações. Segundo o jornal Usa Today, o estaleiro STX Europe não tem mais pedidos de navios e pode ser obrigado a fechar as portas.

Polêmica divisão dos Royalties – A expectativa do governo federal é que o Projeto de Lei 16/10, que trata da nova legislação para a produção de petróleo no pré-sal (marco regulatório), seja sancionado até o fim do ano. A proposta trata da mudança no modelo dos contratos para o regime de partilha — substituindo o atual, que é o de concessão. Além disso, o texto trará de volta a polêmica sobre a distribuição dos royalties, alterada pelas emendas do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que retiram do Rio R$ 10 bilhões em participações, beneficiando os outros estados não produtores. O PLC só tratava do modelo de partilha, quando Ibsen acrescentou a regra que usa os fundos de Participação dos estados e municípios como critério, retirando a compensação dos produtores. Quando o projeto chegou ao Senado, Simon propôs que a União utilizasse seus próprios recursos para compensar os produtores — incomodando o governo. Para evitar o desgaste em pleno ano eleitoral, lideranças do governo no Congresso negociaram o adiamento da votação para após a eleição.

Boatos sobre Campo Gigante agitam a Petrobras – Desde que o mercado foi surpreendido com o segundo turno, a bolsa passou a ser alvo mais frequente de especulações no campo político. Nos últimos dias, especificamente, Petrobras virou o centro das atenções, com boatos sobre pesquisas eleitorais, escalação de ministérios e, ontem, sobre o anúncio de uma megarreserva. O zunzunzum ganhou até uma versão em e-mail, com remetente anônimo, é claro. As ações preferenciais (PN, sem voto) da estatal abriram para baixo, mas inverteram o rumo no meio da tarde, chegando a R$ 27,05 na máxima (+ 4,64%). Foi aí que vendedores de plantão entraram em cena e o papel voltou para R$ 26,19, ainda assim com ganho de 1,32% e giro de R$ 1,5 bilhão. Só que, com os rumores, essa retomada se mostrou mais forte, provocando uma corrida para cobrir posições vendidas, acrescenta o diretor de operações da SulAmérica Investimentos, Marcelo Saddi Castro. Nos últimos quatro pregões, Petrobras PN subiu 8,40%. Mas, no ano, ainda amarga perda de 27,03%. Apesar do ganho recente, o cenário para as ações da estatal continua incerto. Assim como novos rumores podem continuar puxando os papéis, a não consumação dos fatos pode pressioná-los. Ou ainda a confirmação da expectativa, a exemplo das ações do Bradesco e da Vale, que caíram ontem.

Ufa!!!

Por Rodrigo Cintra

Deixe uma resposta