Estágio Embarcado – será que essa novela acaba?!?!

0

Caros amigos leitores e internautas perdidos. Esta semana o marítimo que vos fala será breve, pois devido a problemas que não convém comentar (batida de carro seguida de capotagem na Avenida Brasil, ops!), minha semana tem sido corrida. Okay, pode parecer, mas não é piada e graças ao nosso querido e cuidadoso Arquiteto nem mesmo a Dona Formiguinha que estava atravessando fora da faixa foi ferida, sendo assim, venho mais uma vez pertubá-los com minha Coluna semanal.

Vou começar a contar a novela do Estágio Embarcado, vulgo “praticagem”, do capítulo em que eu participei. Sim, eu participei! Bom, foi só uma pontinha, mas eu tava lá!

No fim de 2008 e início de 2009 minha turma passou por diversos problemas quando prestes a iniciarmos nossa praticagem. Era um tal de “não pode empresa gringa”, “não pode em offshore”, “não pode isso”, “não pode aquilo”, e ficamos vendidos, pois tudo já estava traçado, para grande maioria. Depois de uma semana de muita incerteza e revolta, a DPC e o Comando do CIAGA voltou atrás e permitiu que fizéssemos como estava planejado, porém seríamos a última turma a fazê-lo. Feliz da vida, lá fui eu, praticante, inocente para a Noruega, mas isso é história pra outro dia… rs

Praticante em navio a vapor - Dizem que o Zezé safa Onça foi quem tirou essa foto e que aquela ali à diretia é a Nelsiane - nada confirmado

No ano seguinte, o prometido foi de fato cumprido. Apenas navios de bandeira brasileira e o tempo para o apoio marítimo fora reduzido. As empresas que tinham como cumprir com as exigências as seguiram, as que não tinham, ficaram a ver navios (pior trocadilho da história do portal)… A grande maioria foi para a Transpetro, entre outras, como Maersk/Mercosul, Norsul, Elcano etc etc.

Sim, seria uma novela das 6 se acabasse assim, mas estamos tratando de uma novela das 8 (ou seria 9!?), e a reviravolta ainda estava por vir!

Eis que esta semana, recebo de colegas/feras ainda alunos do CIAGA a notícia:

“Mahan, abriram a porteiraaaaa!!!!!”

E depois de um papo mais aprofundado pude entender o porquê da empolgação. De fato, abriram a porteira. Segundo a ORITEC (Orientação Técnica) número UMTRILHAOEMEIO da DPC além da praticagem ter sido liberada para ser efetuada em navios de bandeira estrangeira, aumentou o tempo que ela pode ser feita em navios de apoio marítimo. Agora são 8 meses para náutica e 4 meses para máquinas. Isso significa que quase 70% de sua praticagem você já pode fazer em offshore!

Obviamente, todos os praticas devem estar adorando a novidade, mas aí fica a pergunta em nós, que mesmo que tenha sido recentemente, já passamos por este estágio: Isso é realmente bom?

Praticagem é pura ralação… rsrsrsrsrs – detalhe do pé bem em cima do “Stop Horn” (silenciador do alarme sonoro)

E eu me atrevo a responder: Não, não acho que seja bom. Navio é navio. Offshore é Offshore. No máximo deveríamos ter 50/50. No máximo, forçando muito. Mas esta é a opinião de um recém-formado maquinista. Alguém que consegue lembrar com a mesma clareza dos tempos da escola, da praticagem e da profissão. Não tem que contar, né? Tem muito mais coisa por trás disso. Coisa que eu, recém formado, nem me atrevo a tentar descobrir.

Enquanto isso, seguimos com a novela, que tenho certeza que está a milhas e milhas distantes de terminar. Fico por aqui, pois meu trabalho está feito, informado todos já estão, vamos esperar.

Bons ventos e bom balanço, feras-praticas.

yeah!

Por Caê Mahan

Deixe uma resposta