Duas vezes Petrobras

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Petrobras participa de consórcio que achou petróleo em Angola e ainda mordeu um contrato de dez anos com a Toyota, para fornecer 143 mil metros cúbicos por ano de etanol. Esse etanol sairá pela bagatela de US$ 820 milhões.

BR envolvida em descoberta de petróleo em Angola – Consórcio operado pela italiana Eni e que conta com a participação da Petrobras descobriu petróleo no bloco 15/06, no litoral de Angola. A descoberta foi feita através do poço Cabaça Sudeste-2, perfurado para delimitação da recente descoberta de petróleo no bloco. O poço está localizado a cerca de 100 quilômetros da costa, com lâmina dágua de 470 metros. Segundo nota distribuída pela estatal brasileira, as avaliações iniciais indicam óleo com densidade de 34º API, com vazão de aproximadamente 7 mil barris por dia. Esta foi a segunda descoberta no bloco, depois do poço Mpungi-1, anunciado este mês, neste caso a 120 quilômetros da costa angolana, em lâmina d’água de 1.050 metros e a uma profundidade total de 2.300 metros. “A produtividade ficou restrita à capacidade limitada das instalações de superfície”, diz o comunicado. O bloco é operado pela Eni (35%), em parceria com Sonangol Pesquisa e Produção (15%), SSI Fifteen Limited (20%), Total (15%), Falcon Oil Holding Angola SA (5%), e a Statoil Angola Block 15/06 Award SA (5%) e Petrobras (5%).

BR morde contrato de 10 anos com a Toyota – A Petrobras assinou hoje contrato para fornecimento de etanol hidratado por dez anos para Toyota Tsusho Corporation (TTC). O fornecimento será de 143 mil metros cúbicos por ano e o contrato tem valor estimado em torno de US$ 820 milhões. Em nota, a Petrobras disse que esse é o primeiro contrato de fornecimento de longo prazo de etanol assinado pela companhia. “A Petrobras Biocombustível, usando a capacidade de produção de empresas das quais participa como acionista, será a fornecedora de todo o volume de etanol a ser exportado pela Petrobras”, diz o comunicado. A Toyota utilizará o etanol brasileiro como matéria-prima em um projeto de alcoolquímica para a produção de Bio-PET que está construindo em Taiwan, em parceria com um sócio local.

Por Rodrigo Cintra

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