Depois do Almoço – Rapidinhas!

0

Nada como uma rapidinha depois do almoço… Eike adiou licitação. Suape fez o contrário: mais de 1 milhão em licitações. Com tanto pertróleo, Baker volta a fabricar brocas no Brasil após 20 anos. A Peroba marcou presença em Conferência no Japão. Na terra dos “tacos” e “burritos”, Repsol entra com tudo.

Adiada licitação da OSX – A OSX, braço de construção naval e offshore do Grupo EBX, adiou para o próximo ano o lançamento da licitação para a construção das jaquetas que serão instaladas em campos da OGX. A concorrência, inicialmente prevista para novembro, deve ser lançada no primeiro trimestre de 2011. A empresa ainda está concluindo os projetos de engenharia das duas unidades. Já é certo, contudo, que as jaquetas terão capacidade para se conectar a 30 poços e sondas dedicadas com capacidade para perfurar até 5 mil metros.

Baker vai fabricar brocas no Brasil – A Baker Hughes vai retomar depois de 20 anos a produção de brocas de perfuração no Brasil. A nova fábrica será instalada em uma base que estava sendo construída pela BJ em Macaé (RJ) e foi incorporada pela Baker com a aquisição da empresa no ano passado. O início da produção está previsto para março de 2011. O projeto prevê uma planta com capacidade inicial de produção de 100 brocas do tipo PDC (Pollycrystaline Diamond Compact) por mês. O objetivo da empresa é fabricar todos os componentes da broca no Brasil, exceto os cortadores. A nova base inclui divisões para a fabricação de equipamentos de completação e para armazenagem e teste de tubos de revestimento. O investimento na unidade, que foi parcialmente realizado pela BJ, é da ordem de US$ 50 milhões. No final da década de 80, a Baker fechou duas fábricas em São Paulo e uma na Bahia, onde fabricava brocas, ferramentas de completação, bombas de produção e equipamentos de perfuração.

Peroba em Conferência no Japão – A Petrobras encerrou, na última sexta-feira, sua participação na 10ª Conferência das Partes sobre Biodiversidade (COP 10), em Nagoya, no Japão. Promovida pela Convenção da Diversidade Biológica da ONU, a Conferência conta com delegações de 193 países e tem por objetivo definir o plano estratégico para 2011-2020, em defesa da grande diversidade da vida no planeta. Na quinta (28), a companhia apresentou iniciativas para a preservação da biodiversidade no evento “Biodiversity and Business Action”, organizado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) como parte da programação oficial da COP 10. Durante o evento, foi lançada a publicação “Biodiversity: Brazilian Business Cases”, patrocinada pela Petrobras, com 27 casos de 17 empresas brasileiras que incorporaram a defesa da biodiversidade em seus negócios. Dentre as ações da Companhia, encontram-se o Programa Petrobras Ambiental, o Planejamento Estratégico Integrado para a Biodiversidade Marinha e o Gerenciamento da Biodiversidade em unidades operacionais da Companhia. Foi lançado, ainda, o documento “Biodiversidade – iniciativas da Petrobras”, que lista 21 projetos implementados pela companhia.

US$ 80 milhões da Repsol no México – A espanhola Repsol anunciou a realização de uma joint venture com a empresa mexicana Kuo para a produção de biodiesel a partir de pinhão manso no México. A nova empresa se chamará Kuosol e será formada por 50% de capital da Repsol e 50% do Grupo Kuo. Com investimentos conjuntos de US$ 80 milhões, a empresa deverá iniciar produção em 2013. A Repsol é uma empresa do setor energético que atua com o desenvolvimento de hidrocarbonetos em mais de 30 países e é considerada uma das dez maiores petrolíferas privadas do mundo. O Grupo Kuo é um conglomerado industrial que produz desde alimentos processados a borracha sintética. A Kuosol irá atuar de forma vertical, desde a produção agrícola até o processamento industrial. O objetivo é o aproveitamento integral da biomassa de plantações de pinhão manso, a produção de óleo como matéria-prima para biocombustíveis e a geração de bioeletricidade através da queima do resíduo restante. O Grupo Kuo iniciou em 2008 um projeto piloto no estado de Yucatán, México, para a produção de bioenergia a partir de cultivos de segunda geração, que não competem com a produção de alimentos e em terrenos sem vocação agrícola. A primeira fase foi desenvolvida com mais de 300 hectares de pinhão manso, oleaginosa da qual se obtém um óleo que, posteriormente, é utilizado para a produção de biodiesel. O projeto prevê o plantio de 10 mil hectares de pinhão manso em Yucatán e produção de 44 milhões de litros de óleo vegetal, matéria-prima para o biodiesel. Também se pretende utilizar a biomassa das plantações para cogerar eletricidade para consumo próprio e comercialização dos excedentes.

R$1,4 milhão em licitações para Suape – Até o fim do ano, o Complexo Industrial Portuário de Suape licitará um montante de R$ 1,4 bilhão. O pacote inclui a construção dos cais 6, 7, 8 e 9, além do cais da Ilha de Cocaia, o que requer um investimento de R$ 1,050 milhão. A verba também inclui a dragagem para o recebimento do Estaleiro Promar, com investimento de R$ 110 milhões, e a dragagem do canal do acesso ao Porto (R$ 280 milhões). A obra no cais da Ilha de Cocaia deve ter duração de 18 me­ses e prevê a preparação do cais para operações de minérios. “Existe uma parte da ilha que possui ruínas de um forte que seria preservada. Então, nos­so objetivo é a construção do Cais de Cocaia para operação de minérios e outra área pa­ra fins culturais”, detalhou o dire­tor de Engenharia e Meio Am­biente de Suape, Ricardo Padilha. Os cais 6 e 7 serão novos terminais de contêineres. Em cada um desses devem ser investidos R$ 750 milhões e as obras devem ter duração de 12 me­ses. Já os terminais 8 e 9 serão destinados ao recebimento de grãos e carga. “Neste caso, nós queremos atender a demanda da Transnordestina e de cargas em geral”, pontuou Padilha. Ca­da um desses cais também terá investimento de R$ 750 milhões e as obras devem durar 18 meses.De acordo com Padilha, a dragagem para o estaleiro Promar é para chegar a uma profundidade de 11 metros. “Hoje temos entre dois e três metros. Este processo deve durar cerca de dez meses. Já a dragagem do canal de acesso está ligada ao recebimento de navios petroleiros”, contou.

Deixa eu comer a sobremesa agora…

Depois da notícia de que o Palocci está cotado para ser Ministro da Saúde no Governo da Dilma, vou me cuidar para não ter uma indigestão.

Por Rodrigo Cintra

Deixe uma resposta