Petrobras não conseguirá contratar sonda no prazo

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A sensação no mercado de produtores de peças voltados à indústria do petróleo é de que a Petrobras não conseguirá contratar, no prazo estipulado, todas as 28 sondas de perfuração no Brasil. A licitação prevê a construção de até quatro lotes, cada um com sete unidades.

Vice-presidente para a América Latina da americana Baker Hughes, grande prestadora de serviços para a indústria do petróleo, Maurício Figueiredo acredita que, para manter a construção das sondas no Brasil, será preciso atrasar o cronograma estabelecido para o pré-sal. Caso contrário, a companhia vai precisar importar equipamentos do exterior.

“A opinião unânime é de que dificilmente a Petrobras vai conseguir colocar aqui (no Brasil), dentro dos prazos que ela necessita, todas as sondas previstas na concorrência”, afirmou. “Ela pode conseguir a maioria, mas não vai conseguir todas, a não ser que ela atrase todo o programa do pré-sal. Vai sacrificar o pré-sal para ter todas as sondas construídas no Brasil. Do contrário, ela vai ter que contratar algumas sondas fora, na minha opinião e pelo que estou sentindo de pessoas que trabalham na área”, disse.

A Petrobras Netherlans, subsidiária holandesa, estendeu para 17 de novembro o prazo para que as empresas que participam da licitação apresentem documentos relacionados ao licenciamento ambiental dos estaleiros onde serão feitos os equipamentos.

Independentemente da capacidade de construir as sondas no Brasil, o vice-presidente da Baker Hughes acredita que a Petrobras tomou a decisão certa de querer acelerar o processo de aumento de produção de óleo e gás no país. Ele acredita que a tendência é de que, até 2030, a diferença entre a produção em queda e o consumo crescente de petróleo só vai aumentar nos países desenvolvidos.

Enquanto isso, a expectativa é de que nos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) a diferença entre a produção, ainda crescente, e a demanda seja reduzida, já que o consumo de óleo e gás nos países em desenvolvimento deve continuar aumentando.

Para ler esta matéria na íntegra, acesse O Globo

Por Rodrigo Cintra

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