Piratas conseguem resgate recorde de US$ 9 milhões para cargueiro sequestrado

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O pagamento de um resgate recorde de 9 milhões de dólares foi efetuado para se conseguir a liberação de um petroleiro sul-coreano, o “Samho Dream”, e seus 24 tripulantes, capturados no Oceano Índico, informaram os piratas somalis à AFP.

“O navio foi liberado esta manhã (sábado), após o pagamento de nove milhões de dólares aos meus colegas”, disse por telefone à AFP um pirata do porto de Hobyo, Abdi Yare.

“O dinheiro foi atirado de um helicóptero e (os piratas) o estão dividindo”, acrescentou.

O pagamento de 9 milhões de dólares foi confirmado por outros piratas em Hobyo, atualmente o principal refúgio dos piratas somalis.

Trata-se de uma das mais importantes somas já pagas aos piratas somalis, igualando ou superando os resgates pagos pela liberação dos superpetroleiros “Sirius Star”, em janeiro de 2009 (entre US$ 3 e 8 milhões, segundo as fontes) e “Maran Centaurus” (entre US$ 5,5 e 9 milhões), em janeiro de 2010.

“Há duas semanas (os piratas) reivindicam 15 milhões de dólares, mas nos disseram que finalmente aceitaram US$ 9 milhões para liberar o barco”, disse à AFP um ex-pirata de Hobyo, Mohamed Haji Ali.

O “Samho Dream”, um superpetroleiro de 300.000 toneladas, carregado de petróleo, e seus 24 tripulantes (5 sul-coreanos e 19 filipinos), havia partido do Iraque e dirigia-se ao estado americano da Louisiana quando foi capturado, em abril.

Em Pequim, o ministério chinês dos Transportes informou, este sábado, que um navio de bandeira cingapuriana com 19 tripulantes chineses e capturado em junho por piratas na costa somali também foi liberado.

O “Golden Blessing”, um navio petroleiro, navegava da Arábia Saudita para a Índia quando foi capturado, em junho, segundo informações das autoridades marítimas na época.

Os piratas, fortemente armados, operam há vários anos na costa da Somália e no Golfo de Áden, onde atacam navios, os capturam com as tripulações durante semanas ou meses e os libertam mediante pagamento de resgate.

Com as informações – AFP

Por Rodrigo Cintra

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