Pedra cantada pelo Portal Marítimo acabou rolando – Big Oils multadas nos EUA

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Veja esta notícia do New York Times, publicada na Folha de São Paulo. Em 26/10, o Portal Marítimo “cantou essa pedra”. Acabou que teve mais empresas envolvidas. Pride, Transocean, Noble, Shell. Governo Americano multou todas e mais algumas por propina.

Leiam a matéria:

Seis empresas de serviços de petróleo e gás e uma empresa de transporte concordaram em pagar cerca de US$ 236 milhões em multas civis e criminais nos Estados Unidos.

O caso é um dos maiores envolvendo corrupção em várias empresas de um mesmo setor, segundo autoridades federais dos EUA.

A maior parte das propinas foi paga para evitar regras locais e permitir a importação de equipamentos e embarcações a países como Brasil, Angola, Azerbaijão, Cazaquistão, Nigéria, Rússia e Turcomenistão.

Os acordos foram anunciados pelo Departamento de Justiça e pela SEC (órgão equivalente à Comissão de Valores Mobiliários).

A empresa de logística Panalpina, de origem suíça, admitiu que pagou propinas totalizando cerca de US$ 27 milhões a autoridades em sete países em nome de muitos de seus clientes do setor de petróleo e gás, segundo as autoridades norte-americanas.

As empresas de petróleo e gás que fizeram acordos e admitiram sua culpa são a Transocean, a Pride International, a Noble, a Shell Nigeria e a Global Santa Fe, sendo que esta última vai pagar apenas uma multa civil.

Com esses acordos, o Departamento de Justiça já aplicou multas criminais de mais de US$ 1 bilhão em casos relacionados à Lei de Práticas Corruptas dos EUA, que torna crime que empresas dos EUA paguem propinas a autoridades estrangeiras em troca de favores.

A maior punição, de US$ 71 milhões em multas criminais e US$ 11 milhões em multas civis, será paga pela Panalpina.

O Departamento de Justiça concordou em adiar o processo contra a empresa e eventualmente retirar as acusações contra ela se a Panalpina não violar mais as leis antipropina. A empresa se declarou culpada de acusações de pagar propina e das acusações de ajudar suas clientes a fazer o mesmo.

Segundo Monika Ribar, presidente da empresa, o acordo “marca o fim de um capítulo extremamente pesado da história da empresa e o fim de um esforço de três anos para eliminar preocupações sérias”.

A Pride International vai pagar US$ 33 milhões em multas criminais e US$ 24 milhões em multas civis. A Shell vai pagar um total de US$ 48 milhões em multas.

Já a Transocean vai pagar US$ 21 milhões, enquanto a Tidewater, US$ 16 milhões. A Noble vai pagar US$ 8 milhões e a Global Santa Fe, US$ 5,8 milhões em multas civis.

Com as informações – Folha de São Paulo

Leiam a matéria publicada aqui no Portal Marítimo em 26 de Outubro

Por Rodrigo Cintra

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