Plataforma High Island VII, da Afren, é atacada na Nigéria

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Uma plataforma de petróleo foi atacada hoje pela manhã na costa da Nigéria e, segundo informações divulgadas em comunicado da Afren, empresa que administra a plataforma, cinco tripulantes foram feitos reféns.

“Uma falha de segurança ocorreu na plataforma High Island VII, que havia chegado recentemente ao local, e estava se preparando para iniciar a perfuração no campo Okoro”, disse o comunicado. “Dois membros da tripulação estão em situação estável após receberem os primeiros socorros. Os tripulantes foram feridos nas pernas e foram evacuados de helicóptero para uma clínica em terra. Acredita-se que cinco membros da tripulação foram feitos reféns.”

O comunicado ainda frisa que houve uma “violação de segurança” em um navio de apoio, mas não forneceu mais detalhes. A declaração disse que “o navio e a plataforma estão ambos sob o controle da empresa.” O campo Okoro está localizado a cerca 12 km (oito quilômetros) da costa da Nigéria, no offshore do estado Akwa Ibom.

Campos de petróleo no Delta do Rio Niger são alvos de ataques constantes por parte de grupos pára-militares - clique para aumentar

A Afren está sediada na Grã-Bretanha e trabalha com um parceiro local, AMNI International. As Autoridades de Segurança da Nigéria não puderam fornecer detalhes sobre o ataque, ocorrido na região do Delta do Níger, o coração da indústria petrolífera do país.Em setembro, três trabalhadores de uma petrolífera francesa foram seqüestrados a bordo de seu navio depois de um ataque que levou a um tiroteio de duas horas com as autoridades. Um cidadão tailandês também foi seqüestrado. As quadrilhas de criminosos procuram pagamentos de resgate, assim como militantes que afirmam lutar por uma distribuição mais justa das receitas do petróleo. Por isso, há vários registros de seqüestros a um grande número de estrangeiros e membros de famílias consideradas ricas na Nigéria.

Militantes do MEND reinvindicam a ação

Um acordo de anistia oferecida aos militantes no ano passado reduziu a instabilidade no Delta do Níger, mas vários incidentes ocorreram nos últimos meses antes das eleições que acontecerá no próximo ano. Ataques com carros bomba mataram pelo menos 12 pessoas na capital Abuja, próximo às comemorações da independência do país, no dia 1º de outubro.

Governo é impotente perante a situação, deixando as plataformas desprotegidas

Os atentados reivindicados pelo grupo mais proeminente do país militante, o Movimento para a Emancipação do Delta do Níger (Movement for the Emancipation of the Niger Delta – MEND). O MEND, que afirma estar lutando em nome da paupérrima população local do Delta do Níger, também tem sido visto como uma organização “guarda-chuva” para grupos criminosos. O grupo nunca havia atingido a capital, e raramente com um número tão elevado de vítimas. Ela já havia reclamado a responsabilidade por um grande número de incidentes no Delta do Níger, incluindo ataques a oleodutos e seqüestros. A sabotagem das instalações de petróleo também ocorre freqüentemente na região. No final do mês passado, um oleoduto pertencente à empresa petrolífera italiana Eni foi atacado.

Goodluck Jonathan e Barak Obama, em encontro recente - seria a Nigéria o próximo quintal dos EUA, em nome da luta contra o "terrorismno"?

O Presidente Goodluck Jonathan, que está concorrendo nas eleições do ano que vem, é nativo da região do Delta do Níger e enfrenta pressão para resolver a situação na região. A Nigéria é um dos maiores exportadores mundiais de petróleo, mas o governo não tem feito a adequada prestação de serviços básicos no país, incluindo a electricidade, com apagões diários no país.

Já pensaram se a moda pega por aqui? Do jeito que a Bacia de Campos anda desprotegida pela Marinha do Brasil como conseqüência da falta de investimentos do Governo, não duvido de mais nada.

Já teve pescador a bordo de plataforma da Petrobras sendo somente identificado nas refeições e já teve também pescador mostrando arma para tripulantes de plataformas e rebocadores. Isso sem falar nos casos em que plataformas foram alvejadas por disparos.

Vamo que vamo!

Força e Honra. Sempre!

Por Rodrigo Cintra

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