Petrobrás volta a aumentar queima de gás natural

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A Petrobrás voltou a apresentar uma escalada crescente na queima de gás natural em seus campos onshore e offshore no mês de setembro, depois de um ano em que foi frequente a redução dessa prática. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a queima de gás natural em campos produtores no Brasil em setembro foi de 6,557 milhões de metros cúbicos por dia, volume 6,5% maior que a queima em agosto, que já havia sido 8,9% maior do que o do mês anterior.

Em média, o volume queimado nos últimos dois meses representa 10% do total produzido no País no período. Os dados da ANP apontam que a maior variação ocorreu na produção em terra. Foi 35,2% a mais do que em agosto, com 1,2 milhão de metros cúbicos por dia.

Desse total, o campo com a maior queima foi o de Rio Urucu, na Bacia do Solimões, com 468 mil metros cúbicos por dia, seguido de Leste do Urucu, com 443 mil. Nos campos em alto-mar a queima cresceu 1,58%, somando 5,35 milhões de metros cúbicos por dia.

Destaques. A Bacia de Campos registrou o maior volume, com 4,1 milhões de metros cúbicos, seguida por Santos com 1,1 milhão. Jubarte, operado pela Petrobrás no pré-sal da Bacia de Campos, teve maior queima, com 1,23 milhão de metros cúbicos por dia. “Ninguém queima gás porque quer”, disse ontem o presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, ao ser indagado sobre o tema. Segundo ele, o gás natural no Brasil é produzido associado ao petróleo e quando há dificuldades em seu escoamento, a única saída é queimá-lo.

“Você tem dois tipos de problemas. Primeiro é que há momentos em que tem algum obstáculo na retirada do gás. Ou porque teve um problema na compressão ou na operação da produção que não pode ser feita. Então, teve um momento que não se pôde usar o gás. Queimar o gás é indispensável para o processo de produção da indústria. Mas queimar o gás por queimar não tem sentido, porque neste caso você está queimando riqueza”, disse, completando que só se queima o gás quando não há condições de usá-lo.

Apesar de crescente, o volume está bem abaixo do que no ano passado, quando chegou a superar mais de 12 milhões de metros cúbicos queimados por dia.

Nota do autor do ClippingCriticar a queima de gás como desperdício de riqueza é o mesmo que considerar a atividade industrial insegura. Se não há como armazenar ou utilizar o gás que se retira em simultâneo ao petróleo, ele deve ser queimado, para prevenir acidentes a bordo.

Clipping diretoEstadão

Por Marcus Lotfi

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