Pescadores conseguem resgate pelo celular

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O que era para ser uma simples pescaria de fim de semana entre amigos quase se transformou em tragédia, em mar aberto, na manhã de ontem. O autônomo João Luiz da Silva, 43 anos, e o presidente do grupo Afoxé Elegbara, Carlos Alberto de Souza, 32, passaram quase quatro horas à deriva, a cerca de 30 quilômetros da faixa de terra do continente, em Jaboatão dos Guararapes, depois que o eixo da embarcação (com seis metros de comprimento) deles quebrou, por volta das 5h30. O salvamento só foi possível depois que um dos passageiros do barco conseguiu completar uma ligação telefônica ao Corpo de Bombeiros usando um aparelho celular. O resgate pelo grupamento marítimo foi realizado às 9h30. Ninguém ficou ferido. Em março, eles e outras duas pessoas ficaram à deriva em outro barco.

“Nós entramos mar a dentro por volta das duas horas da madrugada. Queríamos pescar cioba. Fazemos esse tipo de passeio duas vezes por mês. Se não fosse o telefone celular, não sei o que seriada gente”, explicou Carlos Alberto, ainda abalado. Já na primeira tentativa, eles conseguiram fazer contato com o grupamento marítimo dos bombeiros. “Foi de primeira. Depois, eu ainda tentei ligar para o 193 para confirmar a ocorrência, mas ninguém nos atendeu. Fiquei com medo que eles achassem que era uma brincadeira. Um trote”, completou. De onde estavam, os amigos avistavam apenas a Igreja de Piedade como ponto de referência no continente. Eles foram rebocados, durante 40 minutos, até a faixa de areia por um jet ski. Para o resgate, o Corpo de Bombeiros usou dois homens e uma outra embarcação de pequeno porte.

Os dois tripulantes perceberam que o barco estava com uma das peças avariadas por volta das 5h30, quando decidiram navegar para mais longe do continente. “Estávamos viajando quando escutamos um estalo. Percebi que a rotação do motor tinha aumentado muito. Decidi olhar o eixo e vi que ele estava quebrado`, explicou. Segundo João da Silva, o outro tripulante, antes de decidirem fazer a ligação, eles ficaram esperando que alguma embarcação passasse. ´Eu estava como medo. Coloquei um colete de salvamento, porque a maré estava enchendo”, revelou.

Com as informações – Diário de Pernambuco

Por Rodrigo Cintra

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