Dragagem – Desenvolvimento com Responsabilidade Ambiental

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É importante para o comércio marítimo que a dragagem seja vista como um aspecto positivo para a sociedade. O transporte por grandes navios barateia o custo dos produtos. Aprofundar e manter canal de navegação pode ser tecnologicamente possível sem prejudicar o Planeta. Aqueles que estão envolvidos com dragagem precisam assegurar que os benefícios desse trabalho sejam claros e identificáveis.

Felizmente, isso tem sido verificado no programa de dragagem dos portos brasileiros, da Secretaria de Portos (SEP). Embasado em estudos ambientais cujos levantamentos estão formando um banco de dados que fornece informações da morfologia costeira e permite o controle da minimização dos impactos, esse trabalho também produz benefícios indiretos, na medida em que contribui para o conhecimento sócio-econômico-ambiental dos estuários das regiões portuárias.

Levantamento das comunidades de pesca, como a fazenda de caranguejos junto ao Porto de Santos (São Paulo) que fornece com prioridade o Rio de Janeiro, é uma nova forma de encarar e valorizar a faixa costeira e estabelecer um padrão de ocupação racional, que respeite os valores ambientais característicos do litoral e contribua para o seu desenvolvimento sustentável.

Nesse contexto, devem ser bem esclarecidas as eventuais manchas de contaminação por resíduos tóxicos, como o benzoapireno na área da Usiminas no Porto de Santos, e o mercúrio, quanto ao seu depósito no fundo dos estuários e do seu transporte para alto-mar. Esses poluentes produzem consequências indesejáveis ao ambiente e por meio da cadeia alimentícia causam doenças terríveis.

E mais: que medidas estão sendo tomadas para evitar a ocorrência desses efeitos destruidores sobre uma zona onde existem em abundância requisitos essenciais à vida e onde habita surpreendente variedade de seres vivos?

Com as informações – Porto Gente

Por Rodrigo Cintra

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