Gabrielli deve permanecer no comando da Petrobras

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Ministros influentes do Planalto apostam que o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, permanecerá à frente da estatal no governo Dilma Rousseff. Gabrielli foi recebido nesta quarta-feira, 17, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um balanço da sua gestão na empresa. Na noite de ontem, Lula se encontrou por horas com Dilma no Palácio da Alvorada para discutir, entre outros assuntos, a transição.

Gabrielli desembarcou hoje cedo em Brasília. Do aeroporto, ele seguiu direto para o encontro com Lula no Planalto.

Um dos ministros ouvidos pela Agência Estado disse que antigas divergências de Gabrielli com Dilma estão superadas. “Ele (Gabrielli) lidera, com muita competência, o processo de expansão da Petrobrás”, afirmou o ministro. “É respeitado no País e no exterior”, completou. “Para que mexer?”

A saída de Gabrielli da Petrobrás, especialmente no momento da chegada de um novo governo causaria preocupações ao mercado, avalia o governo. O Planalto entende, segundo o ministro, que a troca de comando na estatal traz um risco desnecessário para uma área “sensível”. Gabrielli, observa a fonte, recebeu elogios do mercado ao defender de forma “dura” os interesses da Petrobrás no novo modelo de exploração de óleo da camada pré-sal. A estatal tornou-se detentora de 30% dos pontos de exploração e a única operadora.

Na avaliação de outro ministro, é remota a possibilidade de Gabrielli deixar o comando da estatal para assumir um cargo no governo de Jaques Wagner, na Bahia, com intenções futuras de disputa eleitoral. Esse ministro avaliou que, na presidência da Petrobrás, Gabrielli, um petista baiano, tem projeção de destaque. Nos anos 1980 e 1990, o presidente da empresa disputou eleições para deputado federal e governador na Bahia pelo PT.

Um dos nomes cogitados para assumir a Petrobrás, a engenheira Maria das Graças Foster pode ganhar um posto mais próximo de Dilma em Brasília. Apesar das especulações de que a engenheira substituiria Gabrielli na estatal, a presidente eleita tem outros planos para a antiga aliada. Maria das Graças poderá assumir um ministério na Esplanada ou ficar ao lado de Dilma no Planalto, como ministra ou assessora especial.

Com as informações – Estadão

Por Rodrigo Cintra

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