OSX – US$ 1,8 bilhões em novos pedidos

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Com o pedido de mais duas novas unidades de produção de petróleo para a OGX, a empresa de construção naval do grupo do empresário Eike Batista, a OSX, deverá elevar a carteira de encomendas em US$ 1,8 bilhão até o início de 2011.

A informação foi dada hoje pelo diretor de Relações com Investidores da OSX, Roberto Monteiro. Segundo o executivo, a OSX já trabalha em parceria com a OGX no projeto de duas novas plataformas do tipo FPSO (OSX3 e OSX4), cujo pedido deve ser formalizado até janeiro, segundo ele.

Atualmente, a OSX tem na carteira de encomendas firmes quatro unidades para a OGX: duas plataformas do tipo FPSO (OSX1 e OSX2) e duas plataformas fixas (WHP1 e WHP2), comumente chamadas de jaquetas. A carteira atual soma US$ 2,5 bilhões, estimou Monteiro. O contrato de construção das jaquetas será finalizado em dezembro e as duas unidades serão construídas em estaleiros brasileiros. A OSX 1 está em construção em Cingapura, onde está no estágio de customização. A companhia ainda não decidiu se construirá a OSX 2 no Brasil ou na Ásia.

Eike quer o Brasil no topo

Segundo Monteiro, as duas novas unidades a serem encomendadas pela OGX serão encomendadas a estaleiros brasileiros, que estão sendo avaliados. A companhia tem um contrato de prioridade com a OGX para a construção de 48 unidades de produção. A produção própria da companhia acontecerá apenas a partir da quinta FPSO . Ontem, a OSX decidiu por uma área no porto do Açu, no litoral norte fluminense, para a construção do seu estaleiro em parceria com a coreana Hyundai. O investimento total será de US$ 1,7 bilhão. A expectativa da companhia é conseguir o licenciamento para iniciar as obras no início de 2011 e iniciar a operação gradativamente a partir de 2012.

Centro de pesquisa

O presidente da OSX, Luiz Eduardo Carneiro, confirmou hoje que é intenção da companhia criar um centro de pesquisas navais no Rio. A empresa ainda não decidiu se instalará o Instituto de Tecnologia Naval (ITN) da companhia na capital fluminense ou na área onde será construído o estaleiro no litoral norte fluminense em parceria com a Hyundai. Segundo ele, a decisão virá de contatos com a comunidade científica do Rio.

Segundo Carneiro, a ideia do centro de pesquisas é dar suporte às operações do estaleiro, que deve iniciar operações parciais em 2012, oferecendo soluções de engenharia naval e processos. O instituto também servirá para a formação e treinamento de mão de obra, além de concentrar simuladores e laboratórios de testes. “Estamos em contato com a comunidade científica e também com a Federação das Indústrias do Rio (Firjan)”, disse Carneiro, em entrevista à imprensa no início da tarde na sede da empresa, sem dar detalhes sobre o investimento.

Com as informações – Estadão

Por Rodrigo Cintra

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