PIL vai investir em navios multipropósito

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Em resposta à demanda crescente por clientes da China que necessitam transportar cargas pesadas e equipamentos para a África, a PIL (Pacific International Lines) pretende focar seu plano de expansão em embarcações multipropósito. O vice-diretor da companhia, Tan Chor Kee, confirmou o recebimento de três unidades multipropósito de segunda-mão de 17.500 dwts (deadweight tons) da Schoeller Holdings.

Além disso, a PIL encomendou mais oito novas embarcações. Quatro dos pedidos são unidades de 24 mil dwts em construção pela China Dalian Shipyard, com entrega prevista para 2012. O executivo não divulgou os valores da negociação, mas o custo é estimado em US$ 29,9 milhões por unidade. Outros quatro navios multipropósito, de 27 mil dwts cada, estão sendo construídos pela Taizhou Kouan Shipbuilding na China, com entrega prevista entre o final de 2011 e 2013.

A PIL figura na 19ª colocação do ranking global de operadores de porta-contêineres, dispondo de uma frota de 130 embarcações com capacidade total de aproximadamente 241.008 Teus (medida equivalente a um recipiente de 20 pés). A companhia iniciou atividades no segmento breakbulk e só passou para a área de contêineres 15 anos depois.

Em virtude da forte demanda, especialmente por parte de companhias estatais chinesas com projetos na África, a companhia optou por reentrar no mercado com o lançamento de um serviço multipropósito em março de 2010.

Segundo Tan, as embarcações podem transportar cargas de projeto e peças individuais de grande porte, como transformadores, geradores e iates, que não podem ser transportadas em recipientes. Os principais portos de embarque para o serviço são os complexos de Xingang, Dalian e Xangai, enquanto Bata e Lagos, na África, são os portos de descarga.

Em relação ao segmento de cargas conteinerizadas da companhia, o executivo declarou esperar estabilidade do mercado no próximo ano, e que a PIL não projetava um novo período de recessão. A escassez de equipamentos, porém, permanece como uma preocupação. “Esperamos que esse problema surja ainda mais cedo no próximo ano”, comentou, acrescentando que os contêineres não estariam sendo produzidos rápido o suficiente devido principalmente à falta de mão-de-obra.

Com as informações – Guia Marítimo

Por Rodrigo Cintra

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