Rapidinhas – Ecodoidos dispensam 14 mil empregos em SC

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Os Ecodoidos conseguiram tirar o estaleiro de SC. Que pena. A região vai continuar sub desenvolvida, sub saneada, sub empregada, sub tudo…  Um povo sem educação formal e sem infra estrutura, tende a continuar subjugado pelas pseudo elites minoritárias. No fim de tudo, pergunto: O que ganhou o Povo com isso? A hora em que os turistas começarem a perceber o cheiro do esgoto aí na área de Biguaçu, vai tocar um verdadeiro “barata vôa”. Brasfels com dois novos contratos, BR achando mais óleo. É isso aí: o Brasil anda para frente, mas SC insiste em ficar na contra mão. Vamos às Rapidinhas desta tarde.

BR encontra mais óleo leve – Em comunicado à imprensa, a Petrobras anunciou ontem que comprovou a presença de óleo leve em um poço ao sul da Bacia de Santos, em reservatórios arenosos, semelhantes àqueles encontrados na área das acumulações de Tiro e Sidon. A Petrobras detém 80% de participação no poço, após negociação de direitos de 20% para a empresa Karoon Petróleo & Gás S.A. Essa cessão de direitos encontra-se sob análise da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), informa a Petrobras. De acordo com o comunicado, o poço está localizado a cerca de 280 quilômetros da costa do estado de São Paulo, em profundidade d’água de 400 metros. Os reservatórios perfurados se encontram a 2.200 metros de profundidade.

EISA Alagoas barrado em licitação – A nova área do Estaleiro, em Alagoas, foi a única entre os concorrentes da licitação para a construção de 28 sondas para a Petrobras que não conseguiu a anuência do IBAMA para garantir seu licenciamento ambiental, informaram fontes do setor ontem (16). A apresentação do documento, que deverá ser feita hoje à estatal, é condição primordial para continuar no processo licitatório que envolve investimentos em torno de US$ 25 bilhões. O documento foi o mais recente alvo de polêmica envolvendo os sete proponentes da licitação que está atrasada em quase um ano. A exigência de uma assinatura do IBAMA que validasse as licenças de instalação para os estaleiros não instalados e de operações para os que possuem estrutura física, foi a forma que a Petrobras encontrou de padronizar os documentos apresentados pelas empresas concorrentes e evitar questionamentos jurídicos posteriores à conclusão da licitação. Durante todo o processo, a Petrobras recebeu uma enxurrada de recursos administrativos movidos pelos proponentes entre si. Os governos dos Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo chegaram a ameaçar juridicamente a Petrobras caso a exigência do tal documento fosse levado adiante. No caso capixaba, havia o temor de que o estaleiro Jurong, que pretende construir sua unidade no estado, pudesse ser desclassificado. Já o Rio temia pela instalação do estaleiro previsto pelo consórcio Alusa-Galvão para a região Norte Fluminense. De acordo com o diretor da área de Serviços da Petrobras, Renato Duquem não há perspectiva de novo adiamento da licitação. Após a entrega dos documentos, as propostas serão abertas pelos técnicos da Área de Exploração e Produção juntamente com envelopes para outra licitação, para construção de mais três sondas de outro tipo. A data ainda vai ser definida.

Especulação Imobiliária venceu em Biguaçu – Eike desiste do Estaleiro em Biguaçu após forte pressão da pseudo elite catarinense, que usou humildes pescadores e catadores de mariscos como massa de manobra. A OSX garante que levou em conta as vantagens competitivas da Unidade de Construção Naval (UCN) Açu. No Rio, o estaleiro terá um cais de 2,4 mil metros, 70% maior do que o previsto inicialmente para Biguaçu. Além disso, o projeto no Rio prevê as mesmas capacidades produtivas originalmente anunciadas no plano de negócios da companhia. Mas tudo indica que não foram só aspectos técnicos que pesaram. Eike Batista parece ter levado em conta o posicionamento contrário de segmentos da sociedade catarinense. Na última segunda-feira, numa conversa descontraída com o procurador-geral do município de Biguaçu, Anderson Nazário, que havia pedido o estaleiro em Biguaçu pelo Twitter, o bilionário escreveu: “Não é o que os catarinenses querem”. A promessa dos líderes dos movimentos contrários, de que se o ICMBio desse parecer favorável e a licença fosse concedida, muitas ações judiciais impediriam a instalação do estaleiro em Biguaçu, também pesou na decisão. No Rio de Janeiro, o empresário sabe que não terá problemas no futuro. É amigo do governador Sérgio Cabral e já tem muitos investimentos no Estado. Depois de perder R$ 2,5 bilhões e 14 mil empregos, Santa Catarina ainda pode ter alguma “herança”. O Jardim Botânico, para o qual o grupo de Eike já investiu R$ 650 mil em projetos, deve sair. O também anunciado Instituto Tecnológico Naval (ITN) dificilmente ficará tão distante do empreendimento, mas as parcerias em desenvolvimento tecnológico devem ser mantidas com a Fundação Certi e com a UFSC, até pelo relativo grau de qualificação da mão de obra catarinense no setor da indústria naval.

Brasfels com dois novos contratos – O Estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis, assina nos próximos dias dois contratos para obras de integração dos FPSOs Cidade de São Paulo e Paraty. Os contratos, do tipo turn key, serão assinados com os consórcios Schahin/Modec e SBM/Queiroz Galvão. Os cascos de ambas as plataformas devem chegar ao país entre janeiro e fevereiro. A possibilidade de o estaleiro passar por um período com poucas encomendas foi motivo de preocupação para o Sindicato dos Metalúrgicos de Angra dos Reis, que levou o assunto ao presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva (PT) durante o lançamento da P-57, no dia 7 de outubro. Lula contou que foi a partir de uma visita à cidade que ele percebeu a necessidade de recuperar a indústria naval brasileira, lembrou que a Petrobrás irá investir R$ 224 bilhões até 2014 e disse para o povo de Angra não ter medo. “Vocês aqui, de Angra, não tenham medo, não. Ai dos companheiros da Petrobras se não trouxerem plataformas para cá, se não trouxerem sondas para cá, porque aqui foi o começo de tudo. Foi daqui que nós tiramos a primeira semente de que nós iríamos recuperar a indústria naval brasileira” – afirmou o presidente. Nessa semana, executivos das empresas responsáveis pelos contratos chegaram ao Brasil no intuito de negociar os detalhes finais dos acordos. Com as obras, o Brasfels ficará com sua carreira lotada pelos próximos meses. O estaleiro trabalha hoje na construção das plataformas P-56 e P-61, que serão instaladas nos campos de Marlim Sul e Papa Terra, na Bacia de Campos. O acordo com os consórcios deve ser fechado no mesmo molde do contrato para a integração da plataforma P-57, que deixou recentemente o estaleiro e deve iniciar ainda em novembro operação no campo de Jubarte, também na Bacia de Campos. Mesmo tendo enfrentado uma greve de quase 30 dias, a unidade foi entregue com cerca de dois meses de antecedência, o que rendeu um bônus extra ao estaleiro. O FPSO Cidade de São Paulo, contratado com o consórcio Schahin/Modec, será destinado ao projeto piloto do prospecto de Guará, no BM-S-9, na Bacia de Santos. A taxa diária de afretamento é de US$ 675 mil. O contrato prevê que a unidade seja entregue no último trimestre de 2012. O E&P da Petrobras trabalha com a entrada em operação do projeto em 2013. O FPSO terá capacidade para produzir 120 mil barris/dia e o casco da unidade está sendo convertido na China, no Estaleiro Cosco. O consórcio SBM/Queiroz Galvão é responsável pelas obras do FPSO Cidade de Paraty, que será instalado no projeto piloto do prospecto de Tupi Nordeste, no BM-S-11, na Bacia de Santos. A obra de conversão do casco será feita no Keppel Fels, em Cingapura, e a embarcação deve ser entregue em 34 meses. O FPSO terá capacidade de 120 mil bpd de óleo leve e 5 milhões de m³/dia de gás. A unidade fica afretada por 20 anos.

Por Rodrigo Cintra

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