Pesquisadores da PUC-Rio criam novo equipamento para substituir ROV em inspeções e recebem Prêmio da Petrobras

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O Centro de Estudos em Telecomunicações (CETUC) do CTC/PUC-Rio conquistou dois prêmios do Concurso Prêmio Inventor 2010 da Petrobras. Ambos dizem respeito a pesquisas realizadas no Centro de Pesquisa em Tecnologia de Inspeção (CPTI).

Um deles foi dado ao sistema que monitora os movimentos de linhas flexíveis em ambiente submarino, trabalho resultante das pesquisas dos professores e engenheiros Jean Pierre Von Der Weid, Marco Grivet, Miguel Andrade de Freitas e Marcelo Roberto Jimenez. A patente é ligada à segurança de operações e à prevenção de acidentes. “O novo sistema permite que haja um reparo antes de haver um desastre ecológico”, afirma Jean Pierre.

A movimentação do mar causa um desgaste nos dutos, cujos arames se quebram aos poucos e, sem um monitoramento constante, o duto pode se romper e causar um derramamento de óleo em alto mar. “A medição do ângulo de rotação do duto através de sinais de ultrassom nos permite determinar se os arames que o compõe estão em processo de ruptura e, consequentemente, se o duto necessita ser trocado”, explica o engenheiro e pesquisador do CETUC Marcelo Roberto Jimenez. Miguel Freitas, da mesma equipe, ressalta: “Apesar de existirem dutos mais recentes já equipados com sensores semelhantes, milhares de plataformas utilizam dutos sem essa tecnologia e torna-se inviável a substituição dos antigos pelos mais novos. Este sistema oferece segurança, economia e confiabilidade”.

O segundo prêmio foi concedido ao trabalho realizado pelo engenheiro pesquisador José Augusto Pereira da Silva, também do CPTI. Em parceria com a Petrobras e a EngeMovi, foi criado o AURI (Autonomous Underwater Riser Inspection): o primeiro robô no mundo capaz de inspecionar oleodutos flexíveis, chamados risers, de forma 100% autônoma (sem controle remoto). O protótipo com câmera, que fotografa toda a superfície externa do oleoduto para identificação de defeitos, é capaz de atingir mil metros de profundidade e terá aplicação em plataformas de petróleo. Atualmente a inspeção dos risers é realizada por robôs com controle remoto chamados ROV que exigem também o aluguel de um barco de apoio. A solução brasileira, além de reduzir custos, permite maior velocidade no monitoramento e na manutenção dos oleodutos, prevenindo acidentes como vazamentos de óleo. Tecnicamente, o trabalho é chamado de “aparelho de empuxo positivo para limpeza e inspeção de tubulações ascendentes em catenária livre”.

Com as informações – Planeta Universitário

Por Rodrigo Cintra

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