Rapidinhas – Aliança e Peroba disputando…

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Os cães ladram, mas a caravana não pára. Não pode parar. A Marinha Mercante e a Indústria do Petróleo e Offshore continuam seguindo. Eike continua surpreendendo a todos com investimentos e mais investimentos. Nosso amigo e leitor Ernesto São Tiago se pronuncia a respeito da polêmica em Biguaçu. Como se não bastasse a disputa pelos melhores profissionais, Aliança agora disputa também espaço em estaleiros com a Petrobras. Vamo que vamo, que mais um dia está começando.

OSX e Hyundai anunciam Centro de Tecnologia – A empresa de Eike Batista voltada para o segmento de construção naval, OSX, vai montar um Instituto de Tecnologia Naval (ITN) no Estado do Rio de Janeiro. A unidade será feita em parceria com a Hyundai Heavy Industries. A empresa ainda não decidiu se vai seguir os passos de concorrentes, que decidiram ficar perto da produção científica e instalaram-se na capital, ou se vai preferir construir a unidade próximo ao seu estaleiro, no Porto do Açu, em São João da Barra. O objetivo do centro de tecnologia é realizar pesquisas sobre a construção naval, com foco na transferência de tecnologia. Inicialmente, haverá transferência da Hyundai Heavy Industries, líder mundial em construção naval. A empresa detém 10% de participação da subsidiária OSX Construção Naval. A empresa tem ainda outros dois braços, de leasing e de serviços, de controle integral da OSX. A transferência de tecnologia faz parte de uma das principais atuações do instituto, que é o treinamento de pessoal, tanto para trabalharem no estaleiro como para operarem as plataformas. De acordo com o presidente da empresa, Luiz Eduardo Carneiro, já há inclusive uma reunião marcada com representantes da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) para tratar do assunto.

Ernesto São Tiago fala sobre o Estaleiro – A transferência do projeto do Estaleiro de Biguaçu para o Rio de Janeiro ainda vai gerar muitas controvérsias. Para o diretor de Turismo da ACIF (Associação Comercial e Industrial de Florianópolis), Ernesto São Thiago, “perdemos a chance de ganhar uma hidrovia que dificilmente o poder público poderá implantar, em função do custo elevado. Isso impulsionaria o turismo náutico e de cruzeiros na Grande Florianópolis, assim como o iatismo e o retorno das empresas de pesca industrial, que perdemos pelo assoreamento do Canal Norte”. São Thiago destaca ainda prejuízos ambientais e sociais. “A OSX tinha um belíssimo plano de sustentabilidade, que poderia proteger os golfinhos, ameaçados de extinção, e resgatar a Baía Norte.” Para ele, “os pescadores artesanais e maricultores também seriam beneficiados com o empreendimento, pois receberiam qualificação por meio de ações sociais da companhia”.

OGX descobre mais gás – A OGX informou nesta quarta-feira que a sua subsidiária OGX Maranhão encontrou mais indícios de gás natural no bloco PN-T-68, na bacia do Parnaíba, confirmando a descoberta de uma grande província de gás que foi classificada pelo dono do grupo EBX, que controla a OGX, de “meia-Bolívia”. Desta vez a descoberta ocorreu no poço 1-OGX-22-MA, no mesmo bloco que indicou o volume potencial de 15 trilhões de pés cúbicos. Segundo a OGX, o segundo poço perfurado no local apresentou fortes indícios de gás, decorrendo em uma chama de 20 metros no teste de formação. “A perfuração deste segundo poço também descobridor, realizada em uma nova estrutura pioneira e independente, a 12,5 km de distância do 1-OGX-16-MA (Califórnia), confirma a presença de uma província petrolífera na região e ressalta o potencial dos nossos blocos”, afirmou em um comunicado o diretor geral da OGX, Paulo Mendonça. A OGX tem 66,6% da OGX Maranhão e a MPX, braço de geração de energia elétrica do grupo EBX, 33,3%. Este ano a OGX Maranhão comunicou ao mercado que descobriu uma reserva gigante no bloco, que, segundo o dono do grupo, Eike Batista, representa “meia-Bolívia” para o Brasil, numa referência ao potencial de produção que poderá surgir do ativo. Atualmente, a Bolívia fornece 30 milhões diários de metros cúbicos de gás natural ao país, em contrato que vence em 2019. O poço OGX-22, prospecto denominado Fazenda São José, continuará sendo perfurado até a profundidade total estimada de 3,2 mil metros em buscas de novos objetivos exploratórios, informou a OGX em um comunicado.

Aliança disputa espaço com a Petrobras – A Aliança Navegação e Logística, empresa que está apostando firme na cabotagem (navegação na costa brasileira), está competindo com a Petrobras para construir quatro navios de 2500/3000 TEUs em estaleiros brasileiros, que estão com a capacidade esgotada. “As rotas do Sul/Sudeste para o Norte/Nordeste estão extremamente aquecidas, para abastecer a mobilidade das classes sociais de baixa renda verificada nos últimos anos”, diz Gustavo Costa, Gerente Geral de Serviços de Cabotagem do Mercosul da empresa. Diante do quadro, o grande desafio da logística é administrar as deficiências, para dar conta de movimentar o crescimento econômico. A demanda por logística e soluções criativas cresce, e operadoras brasileiras e internacionais vivenciam um mercado dinâmico e otimista, com sinais de vitalidade, apesar dos problemas.

OSX compra dois navios para converter – A OSX Leasing, subsidiária da OSX, fechou acordos de compra de dois navios do tipo Very Large Crude Oil Carriers (VLCC) por US$ 54 milhões. Os cascos das embarcações serão convertidos nas plataformas do tipo FPSO (flutuantes para processamento, armazenamento e transferência de petróleo) OSX-3 e OSX-4, que serão afretados e operados por outras subsidiárias da OSX. Os navios foram comprados da Vela International Marine Limited, subsidiária da Saudi Aramco. Construídas em 1994 e 1995, as embarcações deverão ser entregues para a OSX em fevereiro e março do ano que vem. “Essa aquisição está em linha com a política de padronização dos projetos de conversão dos futuros FPSOs, contribuindo assim para a otimização de prazos e custos de construção”, diz a nota divulgada pela OSX.

Por Rodrigo Cintra


1 COMENTÁRIO

  1. Se a imprensa marítima fosse um material didático, as rapidinhas seriam aquele macete de antes da prova…Aquele safa-onça que, às vezes, só com ele, tirávamos 10,0.
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    É, meu amigo e irmão Cintra…É o PortalMaritimo pagando o bizu do jornalismo especializado!!

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