Transpetro realizará em 60 dias nova licitação para 3 navios do Promef

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A Transpetro espera realizar em até 60 dias uma nova licitação para os três navios de produtos de 45 mil toneladas de porte bruto que ainda não foram contratados no âmbito da segunda fase do Programa de Modernização da Frota (Promef).

O presidente da companhia, Sérgio Machado, ressaltou que a negociação com o Estaleiro Mauá – que concorria sozinho para construir as embarcações – não chegou a um bom termo por divergências de preço. A expectativa do executivo é que o processo esteja concluído em seis meses.

“Tem sempre dez motivos para não se chegar a um acordo. Perdi a guerra por 10 motivos, o primeiro foi porque não tinha pólvora e o resto não interessa. Numa negociação, o principal é preço”, disse Machado, acrescentando que o Mauá também poderá participar da nova licitação, na qual os estaleiros terão 90 dias para apresentar os preços depois do lançamento do certame.

A previsão inicial era de que os três navios fossem entregues em 2012, mas com o cancelamento da primeira licitação as três embarcações deverão ficar para 2013. O diretor comercial do Estaleiro Mauá, Jorge Gonçalves, garantiu que a companhia participará da nova disputa para construir os três navios.

“Certamente [participaremos]. Não sei o que aconteceu [para o fracasso das negociações], pois não era o responsável pela área naquele instante”, explicou Gonçalves.

A Transpetro lança ao mar amanhã o navio Sérgio Buarque de Hollanda, de 48 mil toneladas de porte bruto para o transporte de derivados claros de petróleo, construído no Mauá. O navio é o terceiro do Promef a ser lançado ao mar. Machado evitou falar sobre o possível lançamento da terceira fase do projeto, mas ressaltou que a produção de óleo vai dobrar no país ao longo da década.

“O número [de embarcações] tende a aumentar. Serão necessários mais navios”, disse Machado. O executivo também revelou que, das 150 mil toneladas de aço compradas para a fabricação dos navios até o momento, cerca de 30% a 35% foram compradas de siderúrgicas nacionais. O restante veio de unidades da China, Ucrânia e Coreia do Sul.

No total, os navios do Promef demandarão 712 mil toneladas de aço. Apesar do aço representar 35% do custo do navio, Machado destacou que o índice de nacionalização das embarcações está próximo de 70%, acima do mínimo de 65% exigido nos contratos.

Clipping direto – Valor Online

Por Marcus Lotfi

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