Rapidinhas…

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Petrobras fala em cinco ou seis novas plataformas por ano, Alagoas garante estaleiro e Bolívia recebe um mega investimento por parte de grandes petroleias, inclusive da Petrobras. Vamo que vamo com as Rapidinhas!

BR em ritmo frenético – O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse que a demanda da companhia por embarcações será de cinco ou seis novas plataformas de produção por ano, além de sondas e barcos de apoio e transporte. “O futuro [da indústria naval] está presente no conjunto de contratos já assinados pela Petrobras e Transpetro com os estaleiros brasileiros. É necessário produzir petróleo, extrair petróleo do fundo do mar e da terra e, para isso, tem que ter sonda, plataforma, navio de apoio e rebocador”, disse Gabrielli, que participa do batismo do navio Sergio Buarque de Hollanda, no Estaleiro Mauá, no Rio de Janeiro. A embarcação é a terceira construída no âmbito do Programa de Modernização da Frota (Promef), da Transpetro. “Teremos nos próximos anos muitas plataformas. Vamos ter que construir cinco ou seis plataformas por ano”, afirmou Gabrielli.

Garantido Estaleiro em Alagoas – Num acordo que incluiu redução da área a ser usada na construção e compromisso para vinda de técnicos a Alagoas, a direção do Ibama concordou que o Instituto do Meio Ambiente (IMA) concedesse a licença ambiental para que o Estaleiro Eisa participe de licitação promovida pela Petrobras. O prazo para entrega da autorização se encerrou nessa quarta-feira, e das empresas que participavam, apenas o estaleiro a ser instalado no litoral sul do Estado não tinha obtido o licenciamento. De acordo com o governo, no início da noite, o IMA repassou a licença aos responsáveis pelo estaleiro para que pudesse entregá-la à Petrobras. Caso não entregasse a documentação, o estaleiro não poderia participar da licitação pela qual a Petrobras vai escolher quem construirá 28 sondas para exploração de petróleo em alto mar, num negócio estimado em cerca de 28 bilhões de dólares. Quando o empreendimento foi anunciado, ainda no fim do ano passado, seus responsáveis já vislumbravam a participação nesse projeto da Petrobras. A contratatação é de tal porte e significa tamanha capacidade de investimentos que governos do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, por exemplo, ameaçaram ir à Justiça, caso seus órgãos estaduais de meio ambiente fossem impedidos de conceder documentação para que estaleiros já existentes ou em projeto nesses estados participem da mesma licitação.

Bolívia morde US$ 65 milhões das petrolíferas – A Petrobras, a companhia petrolífera hispano-argentina Repsol YPF, a franco-belga TotalFinaElf e a boliviana YPFB investiram US$ 65 milhões na perfuração de um poço na região sulina de Tarija, informaram nesta sexta-feira fontes empresariais. Um comunicado da Petrobras assinala que a perfuração do poço San Alberto 15, situado em um campo operado pela empresa no sul da Bolívia, terminou dois anos depois de seu início, após ter alcançado 7.884 metros de profundidade. Esta atividade demandou um investimento de US$ 65,3 milhões, dos quais 50% foi fornecido pela YPFB Andina; 35% pela Petrobras e 15% pela Total. Este é o primeiro poço perfurado no marco da segunda fase do desenvolvimento do campo San Alberto, e o primeiro com dois ramais equipados com sistemas de válvulas de produção inteligente. As empresas concluíram as obras e facilidades para conectar o poço à usina de gás de San Alberto, trabalho que demandará um investimento adicional de US$ 10,5 milhões. Está previsto que o poço comece a operar na segunda quinzena de dezembro, com uma produção diária de 1,70 milhões de metros cúbicos de gás.

Por Rodrigo Cintra

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