Petros planeja R$ 500 milhões de investimento no pré-sal

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O presidente da Petros, Wagner Pinheiro de Oliveira, disse ontem que a entidade pretende investir cerca de R$ 500 milhões para fornecedores da Petrobras para o pré-sal. A Petros é a fundação que gerencia os fundos de pensão da Petrobras. A declaração foi feita pelo executivo no 31º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, em Olinda.

“Hoje temos dois de óleo e gás, e temos o compromisso de investir R$ 130 milhões. E estamos estudando e analisando mais sete. Entre eles, tem um que é grande, de sondas perfuradoras.” Com os sete aprovados, calcula-se investimento de R$ 500 milhões.

A Petrobras ainda não tem fornecedor de sondas no Brasil, segundo o executivo, “porque é uma coisa complicada.”

“No pré-sal, a gente pode vir a ter investimentos junto com a Petrobras, por meio de private equity”, observou.

Quando a Petrobras estava crescendo na exploração petrolífera da bacia de campos, a Petros tornou-se sócia no campo de Albacora.

“É bem provável que em determinado momento a Petros deve ser chamada . Hoje, concreto são esses de óleo e gás que vai acabar direcionando recurso para fornecedor da Petrobras no pré-sal,” disse.

Segundo Oliveira, o potencial de empregos que devem ser gerados pelas atividades e operações no pré-sal é da ordem de 100 mil. “É maior do que o atual número da Petrobras, que é de 70 mil funcionários”, destacou o executivo.

Fundado pela Petrobras, em julho de 1970, a Petros é o segundo maior fundo de pensão do Brasil e pioneira no mercado de previdência complementar brasileiro.

É mantida por empresas patrocinadoras (privadas, estatais ou de economia mista) e seus empregados, os participantes, e por Instituidores (associações, sindicatos ou conselhos de classe) e seus associados.

Além do Pré-Sal, a Petros, por determinação do Planalto, deve negociar parceria nos consórcios do projeto do trem-bala, juntamente com a Previ (BB), e a Funcef (Caixa). A negociação deve ser feita separadamente para o leilão.

Até a semana passada os fundos só entrariam no projeto após a escolha do vencedor. Essa participação, de cerca de 20% do capital da nova empresa, seria por meio da Invepar (associação entre Petros, Previ e Funcef mais a construtora OAS) e o aporte seria de cerca de R$ 1,5 bilhão.

O presidente da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Bernardo Figueiredo, anunciou o plano em setembro para evitar desequilíbrio de forças entre as tecnologias estrangeiras que disputam o projeto.

Mas os planos mudaram devido à dificuldade de formar outros consórcios que garantam a disputa na licitação. Até esta semana só um grupo, o liderado por empresas da Coreia do Sul, havia sido formado e diz que apresentar proposta no leilão do dia 29.

Ao menos 15 empresas já procuraram escritórios de advocacia e consultorias demonstrando interesse em participar do leilão. Mas, a menos de uma semana do prazo para a entrega das propostas, não foram fechadas novas parcerias.

Com as informações – Diário do Nordeste

Por Rodrigo Cintra

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