WEG de cabeça no Pré-sal

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Quando a crise econômica mundial estourou, no fim de 2008, grande parte do empresariado optou pela cautela. Para muitos, era melhor puxar o freio e adiar os investimentos previstos do que ficar exposto a qualquer intempérie do mercado.

A fabricante de motores WEG sentiu isso na carne. Ou melhor, no bolso. No ano passado, a companhia faturou R$ 5,1 bilhões contra os R$ 5,5 bilhões de 2008. Diante da queda, a empresa decidiu partir para o ataque, em vez de esperar sentada.
E uma de suas estratégias mora em um dos setores que mais movimentarão a economia nos próximos anos: o de petróleo. A empresa já é fornecedora das petrolíferas, mas, de olho nos US$ 600 bilhões que serão investidos no pré-sal até 2020, passou a adaptar seus produtos para as plataformas de exploração.
“Temos nos preparado para o grande volume de pedidos que esse segmento deve gerar e posso garantir que teremos condições de atender a toda a demanda futura nacional ou internacional do setor”, diz à DINHEIRO, Harry Schmelzer Jr., presidente da WEG. O que a multinacional brasileira tem feito é adaptar o que já produz às necessidades das plataformas de petróleo.
Um bom exemplo foi o desenvolvimento de um motor 37% menor que o modelo comum. Ele emite menos calor por ser refrigerado a água e tem nível de barulho menor. A grande vantagem é que o produto, batizado de WD 10, economiza espaço, justamente o que há de mais valioso dentro de uma unidade de extração de petróleo em alto-mar.


“Em termos de plataformas, quanto mais compacto melhor, já que o valor delas é mensurado por tonelada”, afirma Roberto Moro, gerente de implementação da Petrobras de empreendimentos para o campo de Marlim Sul. O primeiro resultado positivo com relação à venda de mais soluções para plataformas é a P-57, inaugurada no início de outubro e que deve iniciar produção no dia 27 de novembro.
O pacote fornecido rendeu cerca de US$ 25 milhões à WEG e aproximadamente 95% de toda a potência elétrica consumida pela P-57 é fornecida por produtos da companhia. Para se ter uma ideia, esse volume de energia seria capaz de alimentar uma cidade com 250 mil habitantes.
“O fato de ter equipamentos usados pela Petrobras a credencia para fornecer para outras companhias ao redor do mundo. Isso pode se tornar uma grande vantagem competitiva”, afirma Alexandre Rangel, diretor-executivo da Ernst & Young Terco.

Com as informações – Crislaine Coscarelli, da Isto É Dinheiro

Por Rodrigo Cintra

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