Rio atrai investimentos estrangeiros

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Impulsionado pela descoberta do pré-sal e pela escolha de sua capital para sede da Olimpíada de 2016, o Rio de Janeiro vem recebendo uma série de investimentos estrangeiros sem precedentes nos últimos anos.

Para ampliar essa onda, o Estado se engaja no que Regis Fichtner, senador e futuro secretário da Casa Civil, chama de “guerrinha fiscal”, concedendo benefícios tributários às empresas que pretendem aí se instalar.

Maior símbolo dessa nova onda de investimentos, a General Electric anunciou há dez dias a instalação de um centro de pesquisas na Ilha do Bom Jesus, nos arredores da Ilha do Fundão, zona norte. A instalação faz parte de um pacote de investimentos de US$ 500 milhões no país.

A fim de atrair a empresa para a cidade, a Prefeitura do Rio comprou um terreno de 13 mil metros quadrados que era do Exército e irá cedê-lo por 50 anos para a GE.

A companhia também será beneficiada pela redução do ISS, de 5% para 2%.
O Estado do Rio ofereceu isenção de ICMS na compra de equipamentos e insumos para o centro.

O pacote ajudou o Rio a derrotar São Paulo e Minas Gerais, que também ambicionavam abrigar o centro.

Ao lado, no Parque Tecnológico da UFRJ, já entrou em funcionamento um centro de pesquisas da Schlumberger e estão acertadas iniciativas semelhantes da FMC e da Baker and Hughes.

Todos estão voltados para avanços tecnológicos nas áreas de petróleo e gás e obtiveram condições semelhantes às oferecidas à GE.

A cidade do Rio não é a única beneficiada pela política de incentivos. Em janeiro deste ano, Queimados, na Baixada Fluminense, foi incluída numa lei estadual que reduziu a alíquota do ICMS de 19% para 2%.

Em localização estratégica, ao lado da via Dutra, a cidade já conseguiu atrair 22 novas empresas, entre elas as estrangeiras RHI (Áustria) e Procter & Gamble (EUA). No total, os novos investimentos na cidade se aproximam de R$ 500 milhões.

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno, minimiza a importância da política de incentivos e enfatiza as questões estruturais.

“Estamos isentando os equipamentos, são detalhes. A GE veio pelos dois motivos que empurram a economia do Rio: o pré-sal e a agenda esportiva. A isenção de impostos é irrelevante”, afirma.

Fichtner, porém, admite que o Rio é “agressivo” na política de incentivos.

Com as informações – Rodrigo Rötzsch, da Folha de São Paulo

Por Rodrigo Cintra

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