Atlântico Sul apresenta menor preço para as sondas da Petrobras

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O Estaleiro Atlântico Sul (EAS), instalado em Pernambuco, apresentou a menor proposta para a construção de sete sondas de perfuração em profundidade acima de três mil metros para a Petrobras. A proposta do estaleiro é de US$ 4,650 bilhões, ou US$ 664,2 milhões por unidade. A licitação prevê a contratação de até quatro pacotes, o que significa que o segundo, o terceiro e o quarto colocados na concorrência também podem levar encomendas.

Pelas propostas apresentadas hoje, em segundo lugar ficou o consórcio Alusa Galvão, que pretende construir um estaleiro na região de Barra do Furado, no Norte Fluminense. O consórcio apresentou uma proposta de US$ 4,678 bilhões, valor de US$ 668,28 milhões por unidade. O terceiro colocado foi o estaleiro Brasfels, de Angra dos Reis, com proposta de US$ 5,172 bilhões, ou US$ 738,8 milhões por unidade. O quarto lugar ficou com o Jurong, com proposta de US$ 5,178 bilhões, ou US$ 739 milhões por unidade. O estaleiro Jurong, de Cingapura, pretende construir uma unidade no Espírito Santo, caso leve as encomendas.

Também apresentaram propostas o consórcio formado por OAS/Odebrecht/UTC (US$ 5,311 bilhões), Eisa (US$ 5,492 bilhões) e Andrade Gutierrez/Mauá (US$ 5,768 bilhões). Nenhuma empresa apresentou recurso administrativo no ato da abertura, mas o prazo agora é de cinco dias para fazer isso. Por conta disso, a Petrobras não pode ainda declarar o vencedor da licitação e sequer vai comentar se deve contratar ou não os quatro pacotes.

Ainda hoje, a companhia abriu o envelope de outras duas licitações para a construção de até quatro sondas, com tipos e prazos diferenciados em relação ao pacote de 28. Os grupos Atlântico Sul e Keppel Fels – de Cingapura, mas com estaleiro em Angra dos Reis – apresentaram os menores preços na concorrência.

A melhor proposta foi a do estaleiro Atlântico Sul, no valor unitário de US$ 719,020 milhões, seguido pela Keppel, com US$ 748,880 milhões. Ainda na licitação, o grupo Andrade Gutierrez apresentou o preço mais alto, de US$ 1,170 bilhão para a construção de uma unidade, seguido do consórcio formado por OAS/Odebrecht e UTC (US$ 988,555 milhões) e pela Andrade Gutierrez(US$ 966,217 milhões). Na sequência aparece a Jurong (US$ 870 milhões). A expectativa é de que a Petrobras negocie com o segundo colocado para que reduza o preço para algo mais próximo do valor apresentado pelo primeiro colocado.

Com as informaçãoes – Kelly Lima, da Agência Estado

Por Rodrigo Cintra

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