Diário Catarinense fala sobre o Transporte Marítimo em Floripa

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Causa espanto que, até hoje, a região da Grande Florianópolis não tenha um sistema de transporte marítimo, eis que tudo, e especialmente a sua privilegiada geografia baías protegidas e um colar de praias recortadas na orla conspira para tanto. Além disso, num momento em que o problema da falta de mobilidade na Capital e seu entorno chega ao limite do suportável, degradando a qualidade de vida dos cidadãos e impondo pesados prejuízos à economia, impõe-se, com imperativa urgência, a definição e implantação de sistemas alternativos para o transporte coletivo. Publicada em nossa edição de ontem, a foto de um trapiche em ruínas, na Baía Sul, em Florianópolis agora utilizado apenas pelas gaivotas em repouso vale como um atestado do descaso em relação a esta alternativa de transporte eficiente, econômico e adequada ambientalmente.

Aprovada em 1993, uma lei municipal criava o transporte coletivo hidroviário na Capital, que seria operado pela iniciativa privada. Quizilas políticas e interesses econômicos prejudicados fizeram a lei naufragar ainda no porto. Em 2002 e em 2003, novos projetos foram aventados, e logo engavetados. E a população, sem alternativas, continua a penar em ônibus superlotados, com tarifas nas alturas e enfrentando filas que se estendem por quilômetros.

A Prefeitura de Palhoça tomou a decisão política e já deu o primeiro passo para a implantação do transporte marítimo no município, que terá oito terminais de embarque e desembarque integrados ao sistema de ônibus urbanos e interurbanos, que será operado pela iniciativa privada. Cabe esperar que a iniciativa chegue a bom porto o quanto antes, e que o projeto siga com vento em popa e não venha a esbarrar em obstáculos burocráticos.

Com as informações – Diário Catarinense

Por Rodrigo Cintra

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