Eike Batista – Investimento em petróleo requer fôlego

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Nossa forma de empreender se fundamenta na identificação de ativos de alto potencial, oportunidade de geração de riqueza e de contribuição para o crescimento do País. E, no caso do petróleo, essas riquezas são imensas e inexploradas!

Mas, para atuar no setor, é preciso ter fôlego para grandes investimentos e, principalmente, apetite pelo risco, o que deve pautar cada vez mais a iniciativa privada brasileira. Cada perfuração em um campo exploratório custa em média US$ 40 milhões! Há sempre o risco de nos depararmos com um poço seco e, por isso mesmo, a necessidade de investir pesado em pesquisa, inteligência e equipamentos.

Desde 1997, quando o monopólio da Petrobras foi quebrado, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) realizou 10 rodadas de leilões de campos de exploração nas bacias brasileiras. São leilões internacionais, absolutamente transparentes, realizados sob as normas brasileiras de licitações e que podem ser acompanhados por qualquer interessado.

Participamos da nona rodada, ao lado de outras 42 empresas nacionais e estrangeiras. Arrematamos 21 blocos exploratórios, investindo R$ 1,4 bilhão no risco! Fomos responsáveis por 66% do total arrecadado em todo o leilão.

Hoje, o plano da nossa empresa de petróleo já é uma realidade: de setembro de 2009 para cá, realizamos 20 perfurações em águas rasas na costa brasileira, que resultaram em mais de 30 descobertas, um total de 4 bilhões de barris estimados. Em terra, encontramos 15 trilhões de pés cúbicos de gás! Desde 2007, compramos mais oito blocos exploratórios no Brasil e cinco na Colômbia, somando 34 blocos.

Temos quase seis mil pessoas trabalhando em Campos, Santos e Parnaíba. E vamos investir mais de R$ 5 bilhões no Brasil nos próximos anos.

A riqueza está ali, mas é preciso trabalhar muito para transformá-la em um empreendimento que gere renda, empregos e impostos para o País!

Por Eike Batista

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