Estaleiro Atlântico Sul avança na montagem da P-55

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Casco da plataforma encomendada pela Petrobras deve ser enviado em junho ao Estaleiro Rio Grande (RS), responsável pela montagem dos módulos. Valor do contrato é de US$ 380 milhões.

O Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em operação em Suape, protagonizou um momento histórico da indústria naval brasileira, na manhã do último sábado, realizando a maior movimentação de carga on shore (em terra) da América Latina. Na ocasião foi içado e movimentado para dentro do dique seco um megabloco de 2.500 toneladas, que pertence ao casco da plataforma P-55, encomendado pela Petrobras. O megabloco começou a ser movimentado pelos dois guindastes Goliaths por volta das 8h e encostou no chão do dique por volta das 10h15, depois de percorrer uma distância de 250 metros.

O presidente do EAS, Angelo Bellelis, disse que ficou bastante satisfeito com o resultado da operação. “Nossa previsão é que a movimentação do megabloco demorasse três horas, mas durou menos de duas horas e meia. Agora, vamos continuar o restante da montagem para mandar o casco para o Estaleiro Rio Grande (RS) em junho de 2011”, destaca. A plataforma P-55 está sendo construída em conjunto pelos dois estaleiros. O Atlântico Sul foi contratado para montar o casco e o Rio Grande para os módulos. O valor do contrato é de US$ 380 milhões (cerca de R$ 657 milhões).

A P-55 terá capacidade de produzir 180 mil barris de petróleo por dia e será instalada no Campo do Roncador, na Bacia de Campos (RJ), para explorar petróleo em águas profundas. A plataforma deveria ser entregue em setembro deste ano, mas o EAS conseguiu um aditivo de prazo e vai concluir a encomenda com atraso de nove meses. “O cronograma foi prejudicado por conta da empresa chinesa Wuxi, a quem contratamos os dois Goliaths. A empresa faliu e tivemos que fazer outra encomenda à companhia sul-coreana Wia. Isso provocou um atraso de um ano nas nossas encomendas”, lamenta Bellelis. O executivo adianta que vai solicitar a interferência do Itamaraty para tentar reaver os US$ 15 milhões pagos de entrada pelos pórticos.

CRONOGRAMA

A partir de 2011, a diretoria do EAS espera acelerar o cronograma de entrega dos 22 navios encomendados pela Transpetro – braço de transporte da Petrobras – para o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da estatal, que deverá ser concluído em 2015. O petroleiro João Cândido (primeiro construído pelo EAS) será entregue em março de 2011. Isso quer dizer que demorou 30 meses para ficar pronto. Para a segunda embarcação, batizada de Zumbi dos Palmares, a estimativa é entregar num prazo de 24 meses. “O ideal que estamos perseguindo é concluir cada um dos navios, do corte de chapa à entrega, num intervalo de 18 meses”, calcula Angelo Bellelis.

Com as informações –  Jornal do Commercio (PE)/Adriana Guarda

Por Caê Mahan

 

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