Noruega dá suporte em projeto de alargamento de plataformas continentais em países africanos

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A Noruega está a preparar um acordo com Moçambique para estudar técnica e cientificamente a possibilidade de alargamento da plataforma continental moçambicana para além das 200 milhas náuticas.

Hans Longva, em missão especial do Governo da Noruega para a questão, manifestou a disponibilidade de Oslo em “considerar pedidos de assistência técnica” de outros países em desenvolvimento, lembrando que Moçambique e o Quénia já entregaram os respectivos pedidos à comissão especializada da ONU para esse efeito.

“Dentro das limitações das nossas capacidades, a Noruega está preparada para considerar pedidos de outros países em desenvolvimento para formas parecidas de assistência técnica”, disse Longva, lembrando o acordo assinado em Setembro último com Cabo Verde, Guiné-Bissau, Gâmbia, Guiné-Conacri, Mauritana e Senegal.

Longva encontra-se na Cidade da Praia a participar na primeira reunião do Comité de Ligação sobre a Fixação dos Limites Exteriores da Plataforma Continental para além das 200 Milhas Náuticas nesses seis países da África Ocidental, que decorre num hotel da capital cabo-verdiana até quarta-feira.

Hans Longva

“O estabelecimento de limites exteriores da plataforma continental para além das 200 milhas náuticas e de uma Zona Económica Exclusiva (ZEE) contribuirá para a clareza jurídica e fortalecerá a manutenção da paz e segurança internacionais em África”, sustentou Longva.

O diplomata norueguês realçou ainda que Oslo já tem prestado algumas informações a outros Estados africanos, entre eles São Tomé e Príncipe, que manifestaram também vontade em ver alargada a sua Zona Económica Exclusiva (ZEE) das 200 para as 350 milhas náuticas.

Além de São Tomé e Príncipe, a Noruega já deu informações técnicas preliminares ao Benin, Costa do Marfim, Madagáscar, Serra Leoa, Somália, Tanzânia e Togo.

Com as informações – Oje

Por Rodrigo Cintra

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