Portos e Aeroportos num mesmo Ministério – Um duplo equívoco

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Segundo o noticiário, a presidenta eleita cogita criar uma Secretaria Especial de Aeroportos para fazer frente ao risco de caos aéreo durante a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016.

Para não ter mais um ministro, juntaria com a Secretaria de Portos, que não funcionou. A situação dos portos continua precária. Há grande atraso na execução das obras.

Com isso juntaria dois fracassos, na tentativa de superá-los, levando a sua gestão para mais próxima de si.

O equívoco é que a fonte dos problemas não está na gestão técnica, mas no loteamento político, com as suas sequelas.

Juntar os dois porque têm afinidade logística pode fazer sentido técnico, mas será uma fonte de atritos políticos.

A idéia da presidenta é ter uma gestão mais próxima a ela, mas essa Secretaria – pelo valor dos recursos – torna-se uma das “jóias” mais cobiçadas do Ministério.

Se concretizar a ideia, colocando na Secretaria um preposto seu, irá reduzir os espaços para o loteamento, com reflexos na governabilidade. Se entregar para uma facção política, pode ficar certa que haverá caos aéreo em 2014. Ou pior, em todos os finais de ano até lá.

No caso da Infraero, poderá montar uma diretoria técnica. Mas na área portuária tem diversas companhias docas com interesses regionais. Um secretário técnico poderá ter dificuldades na montagem das diretorias, o que irá requerer uma dimensão política.

Para evitar o caos aéreo, a presidenta não poderá incluir a infraestrutura aeroportuária no loteamento político. Como evitar esse loteamento se juntar com os portos que, tradicionalmente, fazem parte desse processo?

Com as informações – Jorge Hori, no site Porto Gente

Por Rodrigo Cintra

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