Investimentos de R$ 14 bi no pré-sal vão dobrar capacidade da Indústria Naval

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De acordo com Vice-Presidente Executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Franco Papini, até 2015, os 21 maiores estaleiros do país irão investir R$ 14 bilhões na ampliação e na construção de novas instalações. Isso significa que a capacidade instalada, atualmente em 570 mil toneladas anuais, irá dobrar.

Frisando que, para cada emprego direto gerado na fabricação de navios, cinco postos de trabalho indiretos são criados, Papini ressaltou que a demanda nos próximos anos pode consolidar a indústria naval.

“Até 2015, serão 49 navios de grande porte e 142 embarcações menores, chamadas suplly boats. Além disso, deverão ser encomendadas 58 sondas perfuradoras, até 2018, e 45 plataformas para 2020”, contabilizou.

As afirmações foram feitas no seminário Um novo marco para o Rio, uma iniciativa da Fundação ARO, com apoio do MONITOR MERCANTIL. Papini lembrou existirem reservas de pré-sal também na África, o que garantirá, por muito tempo, demanda para a tecnologia desenvolvida pela Petrobras.

Por sua vez, o economista Henrique Jager, do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-RJ), ponderou que o suposto ônus do investimento social da Petrobras é amplamente recompensado pelo bônus garantido pela legislação aprovada, na madrugada de quarta-feira, quando estatal foi transformada em operadora exclusiva da exploração do pré-sal e teve assegurada participação, a priori, de 30% em todos os empreendimentos exploratórios.

Já o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, lembrou que, até agora, somente no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), já foram assinados contratos com prestadores de serviços e fornecedores da ordem de US$ 4,5 bilhões.

Com as informações – Monitor Mercantil

Por Rodrigo Cintra

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