Estaleiro Biguaçu – A Reação ao Terrorismo Moral

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Vivenciamos nos últimos meses a guerra de guerrilha ecoxiita em que se transformou a tentativa de instalação de um estaleiro em Biguaçu. Neste caso foi o ambientalismo – e não o racialismo – que camuflou os ataques à livre empresa. Contados a dedo, os contrários à ideia eram uma minoria inexpressiva da população do contorno geográfico envolvido. Mas uma interminável agenda de encontros, reuniões, seminários e audiências públicas estendeu-se por meses para gerar os factóides que alimentavam estridências virtuais da minoria em torno do mantra “ambientalista bom, empresário ruim”.

O terrorismo moral dos sócio-ambientalistas via WEB atingiu níveis avassaladores, culminando com a “advertência” de que, caso os órgãos responsáveis concedessem a licença para o estaleiro, uma avalanche de ações judiciais impediria indefinidamente sua implantação. Até chegar a isso, sempre brandindo o tacape do Ministério Público Federal, ecologistas piratas e ONGs de fachada chegaram às vias da difamação internacional do investidor Eike Batista, da Caruso Jr., empresa de consultoria que realizou os estudos de impacto do projeto, e de tantos quantos ousassem manifestar-se publicamente contestando as “revelações sagradas” dos oráculos do planeta. O nanico Ilha Capital, no exemplo mais próximo, é apontado como o “jornalixo vendido aos interesses dos empresários” – sim, defendemos o liberalismo econômico e o jornal é sustentado por anúncios de empresas privadas. Para a poderosa RBS sobrou a pecha de rede de comunicação “dos estupradores”, numa alusão ao caso policial recente que envolveu a nova geração da família Sirotsky. Agressão injusta, porque a reportagem da Rede esforçou-se sinceramente para transformar a minoria em maioria e suas falácias em argumentos razoáveis.

Poucos dias antes de Eike Batista finalmente render-se, desistindo do projeto em Biguaçu, os ecoterroristas ousaram tentar, tipo assim, um “11 de setembro” na sede Matriz da ACIF, Associação Comercial e Industrial de Florianópolis, com o claro objetivo de desqualificar a diretoria da entidade e linchar moralmente os membros que se destacaram na defesa da vinda do estaleiro. Num meticuloso exercício de conspiração, a al caeda dos ecologistas piratas logrou infiltrar sua guerrilha infamante no próprio auditório da ACIF, num “evento” supostamente promovido pelo Núcleo de Paisagismo. Somente na véspera, um gesto mecânico da rotina de divulgação da agenda da Associação acabou revelando o que se camuflava por detrás da expressão genérica Desenvolvimento Sustentável, o título da tal palestra e, supostamente, o seu tema.

São as empresas que geram as riquezas consumidas pelo gigantismo estatal e suas ONGs e “movimentos” planetários. Sindilojas e CDL têm meio século de existência e defendem os interesses de mais de 10 mil empreendedores. A ACIF comemora seus 95 anos em 2010, representando cerca de 3 mil. São micro, pequenas, médias e grandes empresas. Muitos desses dirigentes sequer podem ser considerados ricos, muitos são negros, esmagadora maioria respeita a natureza e pratica a sustentabilidade ambiental.

No entanto, há décadas suas entidades representativas permanecem em estranha apatia diante do massacre conceitual de sua categoria por parte de professadores de ideologias regressivas fantasiadas de causas humanitárias.

Com as informações – Maria Aparecida Nery, do Jornal Ilha Capital

Por Rodrigo Cintra

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