Venezuela recebe US$ 40 bi de petroleiras chinesas

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As três principais petroleiras estatais da China fortaleceram sua presença no setor de energia da Venezuela, assinando seis acordos com o país esta semana e aumentando os investimentos planejados para US$ 40 bilhões até 2016. Um dos acordos foi assinado pelo ministro de Petróleo da Venezuela, Rafael Ramirez, e o presidente da China National Petroleum Corp (CNPC), Jiang Jiemin, para o desenvolvimento do bloco Junin 4, na bacia do Orinoco.

O custo para o desenvolvimento do bloco, que tem capacidade de produzir 400 mil barris de petróleo bruto por dia, pode chegar a US$ 16 bilhões. A estatal venezuelana PDVSA teria 60% do bloco e a CNPC os outros 40%, segundo foi informado quando elas chegaram a um acordo preliminar, em abril.

O Ministério de Petróleo da Venezuela disse que também foram assinados acordos com a China Petrochemical Corp (Sinopec) e a China National Offshore Petroleum Corp (Cnooc). A Sinopec vai trabalhar em conjunto com a PDVSA no desenvolvimento dos blocos Junin 1 e 8, cada um com capacidade de produção de 200 mil barris por dia. Ambas também devem construir uma refinaria com capacidade de 200 mil barris em Cabruta. Já a Cnooc assinou um acordo para participar do projeto de gás natural de Marical Sucre, que pode produzir 1,2 milhões de pés cúbicos de gás e 37 mil barris de gás condensado por dia.

Fora os investimentos diretos das empresas, a China tem ajudado a Venezuela por meio de uma série de empréstimos pagos com petróleo, incluindo um crédito de US$ 20 bilhões anunciado em abril. “A Venezuela se tornou o terceiro maior fornecedor de hidrocarbonetos para a China”, disse Ramirez.

Um dos projetos que não foi anunciado no pacote de acordos assinado esta semana entre os dois países é a participação da Cnooc no desenvolvimento do bloco de petróleo pesado Boyaca 3, que fazia parte de um plano iniciado no ano passado.

Os acordos das petroleiras chinesas com a Venezuela são a última de uma série de parcerias que a China está fazendo com empresas da América do Sul nos últimos meses, para ajudar a suprir as necessidades da sua crescente economia. No domingo, a Cnooc e sua parceira argentina Bridas Corp concordaram em pagar US$ 7,06 bilhões pela fatia de 60% da BP na Pan American Energy. Dois meses atrás, a Sinopec pagou US$ 7,1 bilhões por uma participação de 40% nos ativos da espanhola Repsol YPF no Brasil.

Com as informações – AE / Down Jones

Por Rodrigo Cintra

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