Consul americano diz que pré-sal terá oportunidades de negócios por décadas

0
66

Fortalecer parcerias entre empresas do Brasil e dos Estados Unidos na cadeia de suprimentos na área de petróleo e gás. Este é um dos principais objetivos do cônsul comercial daquele país, Alan Long, para quem a área do pré-sal brasileiro é fundamental para a concretização de joint-ventures, uma vez que, no que diz respeito a exploração, já há empresas americanas atuando nessa área como, por exemplo, a Exxon, Chevron, e Anadarko.

“O governo está tentando informar as empresas americanas tudo sobre as oportunidades de negócios no brasil, não só para agora, como também para o futuro. Se você quiser ficar ativo na área do petróleo, precisa ter presença no Brasil, que terá muitas oportunidades nesse setor por décadas”.

O diplomata lembrou ao Monitor Mercantil que o governo americano possui uma lista de companhias que já estão operando no país. No entanto, frisou que o governo está percebendo um maior interesses de empresas fornecedoras de equipamentos e serviços à virem operar no mercado brasileiro.

A secretária executiva e especialista em petróleo do Consulado Americano, Regina M. Cunha, afirmou que há grande interesse de empresas de médio porte americanas em fazer negócio no Brasil na cadeia de suprimentos, além de buscar novos parceiros. Uma prova dessa iniciativa, segundo ela foi a forte presença de empresas daquele país na Rio Oil & Gas. Durante a realização daquele evento, cerca de 45 empresas americanas ficaram em um pavilhão.

O Cônsul Alan Long, que participou do seminário “Pré-Sal: um marco para o Rio de Janeiro”, realizado pela Fundação Aro e apoio do Monitor Mercantil, no Centro da cidade, frisou que o pré-sal brasileiro abre um leque de oportunidades de negócios entre os dois países. E acrescentou que o pré-sal também é uma grande oportunidade para o Brasil. “Nós temos uma história de amizade com o Brasil. E o pré-sal é uma oportunidade de aumentar o número de parceiros brasileiros com empresas americanas, e lucros”, comentou, acrescentando que as companhias dos dois países precisam aprender a trabalhar junto para o desenvolvimento energético.

“as companhias americanas, algumas delas, têm tecnologia e muita experiência. E trabalhando junto, todas ficam mais fortes. As companhias americanas podem aproveitar as melhores experiências aqui no Brasil, o que cada um faz de melhor nesse ambiente de colaboração. Com isso, todos saem ganhando”

Para Alan, o governo americano “vê com bons olhos” a questão energética brasileira. A segurança energética, segundo ele, proporciona o crescimento. Quanto mais fontes de energia no mundo, diz, melhor para o Brasil e os Estados Unidos ” Estados Unidos e Brasil podem começar a vender mais petróleo em função da segurança”

Quanto a perda do posto de maior parceiro comercial do Brasil para a China, Alan salientou que é preciso trabalhar mais par informar as empresas americanas sobre as oportunidades de negócio no Brasil, não somente na área de petróleo, mais em infra-estrutura e em outros setores. “Nós precisamos trabalhar mais duro para divulgar o Brasil lá fora”, comentou, ressaltando que muitas empresas brasileiros estão investindo nos Estados Unidos.

“Muitas empresas brasileiras estão comprando ativos nos Estados Unidos. Meu trabalho é promover parceiras e o governo americano tem visto esse movimento de investimento brasileiro positivamente. O Departamento de Comércio americano tem um escritório que promove oportunidades para investimentos nos Estados Unidos. “O governo considera isso muito bom. O investimento brasileiro é bem vindo”.

Clipping direto – Monitor Mercantil

Por Marcus Lotfi

Deixe uma resposta