Cearenses cobram agilidade das Autoridades para retirada da sucata em frente ao Hotel Esplanada

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Indiferente aos golpes das ondas e ao olhar de quem passa, ele jaz no começo da Avenida Beira Mar, em frente ao Hotel Esplanada. Apesar de quieto, o barco encalhado no local há cerca de dez anos – ou o que sobrou dele – incomoda visitantes e moradores, que pedem sua remoção imediata.
Quem puxa o movimento é Tadashi Enomoto, coordenador do movimento Amigos da Beira Mar. Segundo ele, há pelo menos dez anos a retirada da embarcação é aguardada pelos moradores. “Está atrapalhando demais. Todo mundo reclama disso”, cita. Ele diz que a presença do barco é tão incompreensível como um carro velho abandonado num estacionamento de shopping. “Estamos numa praia que é das mais bonitas do Nordeste e tem uma sucata jogada no meio do mar”, indigna-se.
Para ele, o principal problema do barco enferrujado é visual. “É horrível. Estão fazendo toda a parte urbanística, com cerâmica nova, e está lá o monstrengo”, aponta Tadashi, que promete acionar o Ministério Público Federal em busca de respostas sobre a responsabilidade de retirada do barco. Outro problema, continua ele, é o potencial perigo para banhistas, porque, em períodos de maré baixa, forma-se uma pequena praia no local do encalhe.
A doméstica Vanda Alves, 39, endossa as críticas de Tadashi. Para ela, o barco já deveria ter sido retirado da área, porque, segundo ela, o local serve de abrigo para pessoas usarem drogas e até para encontros amorosos. “Se fosse pelo menos algo de novidade, mas não, vai fazer 12 anos que eu trabalho por aqui e ele continua aí”.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Executiva Regional II, a retirada da embarcação encalhada, que recebe a denominação de Alimar VII, depende apenas de autorização da 13ª Vara Cível para a quebra em vários pedaços.

Segundo a prefeitura, a Justiça autorizou a retirada do equipamento e sua armazenagem em um depósito da Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização (Emlurb), mas ainda não deu resposta a ofício enviado no dia 15 de abril deste ano pedindo autorização para a quebra.
De acordo com a assessoria de imprensa do Fórum Clóvis Beviláquia, o barco é objeto de penhora de uma dívida da empresa Alimar Pesca e Exportação ao Banco do Estado de São Paulo. A assessoria confirma o recebimento do ofício do pedido de fragmentação para retirada e completa que o processo está na mesa da juíza para análise, sem prazo específico para a decisão.

A Beira Mar de Fortaleza é o principal cartão postal da cidade. O barco está encalhado em frente ao Hotel Esplanada. Moradores da área, reclamam do perigo que a embarcação pode causar a banhistas

Para o instrutor de mergulho Marcus Davis, existem duas hipóteses para o barco enferrujado ter parado lá.

A primeira é ele ter encalhado enquanto estava sendo rebocado. A segunda hipótese é ele ter sido levado pela maré enquanto estava sendo desmontado para ser vendido como sucata.

Ainda segundo ele, por conta do estado de conservação, não há mais condições de levar o barco para alto-mar e naufragá-lo, o que ajudaria para torna-lo abrigo para peixes. “O único caminho é retirar dali”, avalia o instrutor.

A embarcação, chamada de Alimar VII,é objeto de penhora de uma dívida da empresa Alimar Pesca e Exportação ao Banco do Estado de São Paulo. Não se sabe ao certo como ela foi parar no local, em plena Beira Mar de Fortaleza, próximo ao Hotel Esplanada.

Com as informações – Thiago Mendes / O Povo

Por Rodrigo Cintra

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