Rapidinhas da noite. Corre que lá vem o Portal!

0

Desculpem-me os leitores, mas me deu uma vontade… Foi mais forte que eu. Petrobras, apesar de estar cada vez mais dependente do BNDES, vai operar mais um campo na Bolívia (esperamos que não seja desapropriado pelo Governo local), CSAV encomendando novos navios e Portos se enquadrando na Política de Gerenciamento de Resíduos. “Vamo que vamo, bem rapidinho… mais rápido que os traficantes da Vila Cruzeiro”

Peroba com mais ativos na Bolívia – A Petrobras é a nova operadora do campo de gás natural Itaú, na Bolívia, segundo notícias veiculadas pela imprensa boliviana. De acordo com notícias veiculadas no país, a empresa francesa Total vendeu 34% de sua participação no campo, sendo 30% repassados à Petrobras e os 4% restantes à YPFB-Chaco, subsidiária da petrolífera estatal boliviana. Deste modo, a companhia francesa manteria 41% de participação, enquanto a BG Bolívia manteria a participação de 25% no bloco XX. Ademais, a operação remontaria a novembro de 2008, quando a Total solicitou à YPFB que aceitasse a cessão de 30% da participação à Petrobras.

CSAV ecomenda mais navios – A CSAV efetuou uma nova encomenda de dois porta-contêineres de 8 mil Teus (medida equivalente a um recipiente de 20 pés) a um custo total de US$ 180 milhões pela sul-coreana Samsung Heavy Industries. Os navios estão programados para entrega entre junho e julho de 2012. O contrato possui opções para a aquisição futura de outras embarcações semelhantes. Com isso, o armador já contabiliza 13 embarcações encomendadas, totalizando 998 mil dwts – incluindo cinco porta-contêineres em construção pela Samsung. Dos pedidos já existentes em andamento, a CSAV tinha se comprometido para quatro navios de maior porte com o construtor naval sul-coreano. No entanto, a encomenda inicial foi modificada quando a companhia chilena enfrentou dificuldades financeiras em 2009. Aproveitando a retomada no setor conteinerizado, a CSAV obteve uma forte recuperação em 2010, alcançando um lucro recorde de US$ 149 milhões no terceiro trimestre deste ano.

BR cada vez mais dependente – Mesmo após a crise, a Petrobras está cada vez mais dependente dos financiamentos do BNDES, que neste ano, até setembro, já representavam 36% do endividamento total da estatal, de US$ 57,1 bilhões (cerca de R$ 97 bilhões). Em 2009, durante a crise, a Petrobras recorreu a uma linha de crédito especial do banco federal de fomento diante da secura do crédito bancário e do mercado externo. No ano passado, o BNDES emprestou R$ 27,24 bilhões e representou 41% da dívida da estatal do petróleo. Neste ano (até setembro), o banco se manteve como o principal instrumento de financiamento da Petrobras, que já tomou até outubro R$ 3,8 bilhões, cifra superior aos empréstimos concedidos à companhia em 2007 e 2008, segundo dados repassados pelo BNDES. Até 2008, o crédito privado representava entre 60% e 70% do endividamento da Petrobras. Em 2007, o BNDES correspondia a apenas 10% da dívida da Petrobras. A cifra subiu para 20% em 2010. Para críticos, a Petrobras pode se financiar no mercado privado, mas pega no BNDES dinheiro a juro baixo que poderia ir para setores que precisam de fomento.

Gerenciamento de Resíduos – Os portos brasileiros terão até 2012 para se adequar às normas do Programa de Conformidade Gerencial de Resíduos Sólidos e Efluentes dos Portos e superar as falhas existentes na gestão desses resíduos na costa de todo o País. O Programa será apresentado e debatido nesta terça e quarta-feira, dias 14 e 15 de dezembro, em Brasília, durante a realização do 1° Seminário de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e Efluentes nos Portos Organizados Brasileiros. O evento será realizado pela Secretaria de Portos (SEP) e pelo Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (Ivig) – ligado à Coppe/UFRJ. A implantação deste programa de adequação dos portos brasileiros ao gerenciamento de resíduos é considerada urgente pelas autoridades de proteção ao meio ambiente e à saúde da população. De acordo com o Ivig, falta pesquisa aplicada e capacitação de pessoal nas Autoridades Portuárias para tratar o assunto, além de inexistir uma atuação integrada dos órgãos envolvidos. A atuação da SEP na implantação do programa será fundamental, já que os portos brasileiros estão em estágios diferentes quanto à elaboração, aprovação e execução de seus planos de gerenciamento.

Por Rodrigo Cintra

Deixe uma resposta