Geodata investe R$ 30 milhões em Navios Oceanográficos

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Primeira embarcação oceanográfica importada da Noruega chega ao Brasil neste mês comprada pela Geodata. Meta de faturamento da empresa é de R$ 200 milhões ao ano.

A Geodata Serviços Offshore, empresa atuante no mercado de serviços ambientais e oceanográficos ligados à exploração de petróleo offshore, realiza no dia 21 de dezembro (terça-feira), no Espaço Cultural da Marinha, no Rio de Janeiro, um evento em comemoração à chegada de um navio adquirido na Noruega. A Geodata é controlada pela Georadar Levantamentos Geofísicos, empresa de geosserviços que atua nos segmentos de óleo e gás, de mineração e de monitoramento, diagnóstico e remediação ambiental.

GSO Marechal Rondom

Segundo o presidente da Geodata Serviços Offshore, Roberto Ribeiro, a empresa adquiriu três embarcações oceanográficas vindas da Noruega, em um investimento total estimado de R$ 30 milhões. O nome do navio é GSO Marechal Rondon e estará ancorado no cais do espaço, também conhecido por ser um dos lugares mais tradicionais do Rio de Janeiro.

Sobre a escolha do nome do navio, Ribeiro conta que foi feita uma homenagem ao grande desbravador Marechal Rondon. Foi a forma que encontramos de associar algo histórico com o objetivo de exploração e pesquisa da empresa. Os outros dois navios, que irão chegar no segundo semestre de 2011, também homenagear figuras brasileiras com espírito desbravador, afirma. Quando os três navios estiverem em pleno funcionamento, a meta de faturamento da empresa é de R$ 200 milhões ao ano.

De acordo com Ribeiro, tanto o GSO Marechal Rondon, quanto os outros navios encomendados, chegarão ao Brasil inteiramente aptos à operação, com equipamentos, tripulantes e equipe técnica embarcada. Toda a equipe de trabalho passou por treinamentos especiais de operação dos equipamentos instalados. Os navios similares que atualmente operam no Brasil são estrangeiros que vieram cumprir contratos específicos. Não tem o nível operacional do nosso que tem uma gama completa de equipamentos, podendo fazer todo o tipo de pesquisa oceanográfica, finaliza.

As embarcações estão capacitadas para coleta de solo para estudos geoquímicos, inspeção de dutos e equipamentos e também foram adaptadas para receberem ROVs (remotely operated vehicle). São embarcações de pesquisa que poderão fazer coleta de materiais e serviços como medições oceanográficas por satélite, imagens de fundo oceânico e amostragem e análise com Piston-core e Box-core, entre outros, conta Ribeiro. As pesquisas acontecerão em todos os campos já conhecidos e os novos da costa do Brasil. Eventualmente poderão ser feitos estudos marinhos não voltados para o petróleo.

Com as informações – Fator Brasil

Por Rodrigo Cintra

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