Petrobras fecha 2010 com 500 mil barris por dia de produção

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A Petrobras deverá encerrar o ano com média diária de exportações de petróleo entre 450 mil e 500 mil barris de óleo. A estimativa foi feita ontem pelo diretor de abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, para quem o volume de óleo exportado em 2011 vai depender do comportamento do mercado interno.

A estimativa leva em conta o crescimento do mercado de derivados no Brasil, que avançou em média 10% entre janeiro e outubro, na comparação com igual período do ano anterior. Costa disse que, entre os principais derivados, o consumo de gasolina subiu 19%, o de querosene de aviação avançou 15% e o de óleo diesel cresceu 10%.

“Se tivermos uma demanda aquecida para o ano que vem, pode ter uma exportação menor de petróleo”, disse Costa. “Mas não vai ser nada de muito excepcional em relação a esse volume de 2010”, acrescentou.

O diretor lembrou que outra influência na exportação será o quanto a área de exploração e produção conseguir elevar os volumes de óleo extraído em 2011. Para o diretor de exploração e produção da estatal, Guilherme Estrella, o aumento da produção no ano que vem deverá ficar entre 3,5% e 4% frente ao que será extraído em 2010.

Estrella ressaltou que a produção média diária da empresa deverá fechar 2010 um pouco acima dos 2 milhões de barris de óleo e líquido de gás natural (LGN). Segundo ele, houve “problemas em várias plataformas” este ano, obrigando a paradas não programadas que impediram a Petrobras de alcançar a meta de produção traçada, de 2,1 milhão de barris de óleo e LGN.

A base do aumento de produção esperado para 2011 virá, segundo Estrella, da entrada de unidades operacionais no Parque das Baleias, no litoral capixaba da bacia de Campos; do início da produção do piloto do prospecto de Tupi, no litoral fluminense da bacia de Santos; e de pequenos acréscimos em campos do pós-sal obtidos com os avanços do programa Varredura, que tem conseguido conectar novos poços em sistemas de produção já existentes.

“Com o advento do pré-sal, todas as áreas do pós-sal foram reinterpretadas. Elas não adicionam produções de 100 mil barris por dia, mas de 10 mil, 15 mil, 20 mil e a soma dá garantia para o crescimento previsto para o ano que vem”, disse.

Com as informações – Rafael Rosas / Valor

Por Rodrigo Cintra

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