EUA coloca empresas “no pau” pelo acidente em Macondo

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A Administração Obama intentou processos em tribunal contra unidades da BP e de outras empresas, alegando que violaram leis ambientais na pior maré negra da história dos Estados Unidos.

A ação foi intentada hoje no Tribunal Federal de Nova Orleans, sendo a primeira que o Governo norte-americano apresenta no âmbito do acidente com a plataforma operada pela BP.

O acidente deu-se na plataforma petrolífera Deepwater Horizon a 20 de Abril, no Golfo do México, e foram necessários três meses até se conseguir travar o derrame de crude no poço danificado pela explosão. Enquanto o poço não foi tapado (o que só foi conseguido a 15 de Julho), foram vertidos 4,9 milhões de barris de petróleo.

Tratou-se da pior maré negra da história dos EUA – e a segunda pior da História, logo a seguir ao derrame intencional provocado pelo Iraque aquando do ataque ao Kweit, há 20 anos. Na explosão da plataforma a 20 de Abril, morreram 11 trabalhadores.

O processo agora intentado na justiça visa que as empresas em causa neste acidente paguem pelos danos, no âmbito da Lei da Água Limpa e da Lei sobre a Poluição Petrolífera, suportando os custos de limpeza e os danos provocados pela maré negra.

As empresas processadas:

Além da BP, que era dona do poço danificado e que operava a plataforma, são também alvo deste processo as unidades da Transocean (sediada na Suíça), que era proprietária da plataforma, da Anadarko Petroleum e da MOEX Offshore 2007 LLC – que também detinham participações no poço Macondo, que ficou a verter petróleo.

Para ler esta matéria na íntegra, acesse o site Negócios On Line

Por Rodrigo Cintra

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