LLX recebe autorização para Canal Onshore no Superporto do Açu

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A LLX e a OSX, empresas do Grupo EBX, anunciaram no dia 17 de dezembro (sexta-feira), que a Marinha do Brasil expediu a autorização para o desenvolvimento do canal onshore no Superporto do Açu, onde a OSX irá construir sua Unidade de Construção Naval.

O canal contará com cerca de 7 km de cais e mais de 20 berços para atracação de navios, com uma retroárea de aproximadamente 8 milhões de m2. Ele permitirá duplicar o volume de exportações e importações originalmente projetado para o Superporto, posicionando-o entre os maiores do mundo.

“Esta divulgação representa um passo fundamental na consolidação do Complexo Industrial do Superporto do Açu que, com esta expansão, poderá atender a uma crescente demanda de empresas atraídas pela sua localização estratégica, eficiente integração logística e sinergias industriais, sempre de acordo com os mais altos padrões de tecnologia e de sustentabilidade que norteiam a atuação empresarial do Grupo EBX”, disse Otávio Lazcano, diretor-presidente da LLX.

Perfil- A LLX foi criada em março de 2007 com o propósito de prover o país com infraestrutura e competências logísticas, principalmente no setor portuário. Seus empreendimentos possuem localização estratégica e profundidade adequada aos maiores navios, utilizando moderna tecnologia portuária. Isso resulta em operações eficientes e de baixo custo.

Atualmente a empresa desenvolve dois empreendimentos: o Superporto do Açu, em São João da Barra, e o Superporto Sudeste, em Itaguaí – ambos em construção no estado do Rio de Janeiro.

O Superporto do Açu é um Terminal Portuário Privativo de Uso Misto, com área de 9 mil hectares, profundidade de 21 metros (com expansão para 26 metros) e estrutura offshore com até 30 berços para movimentação de produtos siderúrgicos, petróleo, carvão, granito, minério de ferro, granéis líquidos e carga geral. O porto também terá uma ponte de acesso aos píeres com 3 quilômetros de extensão, que já está concluída.

No total serão investidos R$ 4,3 bilhões no Terminal Portuário Privativo de Uso Misto do Açu, sendo R$ 1,9 bilhão pela LLX Minas-Rio (responsável pela implantação do terminal portuário dedicado ao minério de ferro) e R$ 2,4 bilhões pela LLX Açu (responsável pela operação das demais cargas como produtos siderúrgicos, carvão, granéis líquidos e granito).

A LLX já possui cerca de 60 memorandos de entendimento (MOUs) em negociação com empresas que querem se instalar ou movimentar cargas no Superporto do Açu. Em construção desde outubro de 2007, a previsão é que a operação do Superporto do Açu seja iniciada em 2012.

O outro empreendimento é o Superporto Sudeste, um Terminal Portuário Privativo de Uso Misto, dedicado a movimentação de minério de ferro, em fase de instalação em Itaguaí (RJ). Estrategicamente localizado, o Superporto Sudeste representa a menor distância entre os produtores de Minas Gerais e o oceano. A construção do empreendimento foi iniciada em julho deste ano e a operação está prevista para 2012.

O empreendimento terá profundidade de 21 metros e estrutura offshore com dois berços para atracação de navios. O investimento previsto é de R$ 1,8 bilhão para movimentação de 50 milhões de toneladas por ano, com possível expansão para 100 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

Perfil- A OSX é uma companhia do setor de equipamentos e serviços para a indústria offshore de petróleo e gás natural, com atuação em construção naval, afretamento de Unidades de Exploração & Produção e serviços de Operação & Manutenção.

A OSX captou, em março de 2010, R$ 2,45 bilhões em sua oferta pública de ações, atingindo na época a marca de 7º maior IPO primário da história da BM&F Bovespa. Recentemente, a companhia tomou a decisão de instalar a Unidade de Construção Naval (UCN) no município de São João da Barra, na região do Complexo Industrial do Porto do Açu, no estado do Rio de Janeiro.

A decisão empresarial da OSX leva em conta as vantagens competitivas da UCN Açu, conforme atestadas com o aprofundamento de seus estudos de engenharia, ambientais, operacionais e técnicos. O projeto, que representa um investimento de US$1,7 bilhão, trará significativos benefícios para a localidade e regiões próximas ao empreendimento, como a geração de 3,5 mil empregos diretos na construção e outros dez mil durante a operação.

A empresa adquiriu sua primeira unidade flutuante de produção, armazenamento e descarga de óleo e gás, o FPSO OSX-1, que é o primeiro ativo de produção da companhia e que está em fase final de customização em Cingapura. Com previsão de chegada no Brasil em meados de 2011, o OSX-1 será arrendado à OGX. A companhia já recebeu propostas para construção do FPSO OSX-2 e, até o final deste ano, espera assinar o contrato de construção da unidade. Em 2010 a OSX também adquiriu dois navios-irmãos do tipo VLCC (Very Large Crude Oil Carriers) que pretende para conversão nos futuros FPSOs OSX-3 e OSX-4.

A OSX Construção Naval tem como sócia (10% de participação) a sul-coreana Hyundai Heavy Industries (HHI), líder mundial em construção naval. Pelo acordo estratégico firmado entre as partes a HHI irá transferir tecnologia estado da arte e know-how que permitirão a OSX atingir níveis de produtividade asiática em apenas dois anos de operação.

Com as informações – Portal Fator Brasil

Por Rodrigo Cintra

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