Petrobras responde às orelhadas dos “experts”

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É muita gente escrevendo sobre muita coisa o que aumenta consideravelmente a quantidade de orelhadas por aí. Já estamos acostumados com esse mau que assola a Indústria Petrolífera e também a Marinha Mercante. Melhor que as orelhadas, só mesmo as respostas dos verdadeiros especialistas, que literalmente “lavam a nossa alma”.

Leia o editorial do Estadão desta segunda-feira (20/12) “Recompra com perdas” e o esclarecimento da Petrobras (abaixo). Veja também a coluna de Miriam Leitão “Retorno salgado” publicada no último sábado (18/12) e a resposta do diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa.

Resposta ao Estadão

A respeito do editorial “Recompra com perdas” (20/12), a Petrobras esclarece que na troca de ativos com a Repsol, em 2000, o valor da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) foi três vezes maior que a média do mercado. Na recompra, não poderia ser diferente.

A Refap, por sua localização geográfica, é a refinaria que atende à demanda de Santa Catarina e Rio Grande do Sul com os menores custos para o consumidor e para exportação para o Mercosul. Agora, com 100% da refinaria, a Petrobras terá autonomia para a realização de obras necessárias para atender à necessidade de produção de diesel com 10ppm (partículas por milhão) de enxofre, exigência da sociedade que a Petrobras tem compromisso de atender.

Para compararmos nas mesmas bases o valor pago pelo capital social da Refap, temos que abater, do valor total de US$ 350 milhões, US$ 130 milhões de estoques, bem como lucros retidos de 2010, que até o terceiro trimestre somavam US$ 40 milhões (ambos sobre 30%). Com isso o valor cai de US$ 350 para US$ 180 milhões, o que, com a dívida, resulta no múltiplo de US$12.000 por barril por dia.

É importante lembrar, ainda, que a Petrobras passará a ser a única fornecedora de petróleo para ser processado na refinaria, o que proporcionará ganhos para o sistema e em particular para a Refap.

Apesar de um cenário de mercado aberto há dez anos, não surgiram novos participantes no segmento de refino, o que levou a Petrobras a voltar a investir no setor, que teve sua última refinaria inaugurada em 1980, para resguardar a segurança do abastecimento nacional de combustíveis. A recompra de 30% da Refap está inserida neste objetivo, assim como a ampliação e modernização das refinarias existentes e a construção de cinco novas unidades de refino.

Embora não seja mais sua obrigação constitucional, a Petrobras vem procurando manter o mercado abastecido com a produção nacional e protegido das turbulências internacionais no curto prazo.

Resposta ao Jornal O Globo

“Reportamo-nos às informações de sua coluna de hoje, dia 18, para esclarecer que a comparação de valores das refinaras nacionais com as do exterior não é simples como explicitado. Isto porque o valor das refinarias nacionais é maior que o das refinarias do exterior, por diversos motivos. Enquanto o mercado europeu e americano está em retração, a demanda brasileira vem apresentando crescimento constante.

Outro aspecto é a localização estratégica de nossas unidades de refino, que foram planejadas para atender ao mercado nacional de forma mais adequada à demanda. Tanto é assim que a maior parcela de nossa capacidade está localizada no Sudeste, a região de maior desenvolvimento industrial e, consequente, de mais consumo de combustíveis.

Outra evidência de que a comparação com a média internacional não se aplica às refinarias brasileiras é o fato de que, na troca de ativos com a Repsol, em 2000, o valor da Refap foi três vezes maior que a média do mercado. Agora, na recompra , não poderia ser diferente.

A Refap, por sua localização geográfica, é a refinaria que atende à demanda de Santa Catarina e Rio Grande do Sul com os menores custos para o consumidor e para exportação para o Mercosul. Agora, com 100% da refinaria, a Petrobras terá autonomia para realização de obras necessárias para atender à necessidade de produção de diesel com 10ppm (partes por milhão) de enxofre, exigência da sociedade que a Petrobras tem compromisso de atender. Por tudo isso, a comparação da média do valor de aquisições de refinarias do exterior, que tem sido de US$ 5 mil/bpd, não pode ser aplicada ao caso presente. Outro aspecto importante, que demonstra a imperfeição desta comparação, é que a média citada não inclui a aquisição de estoques, nem apropriação de lucros do exercício. Assim, para compararmos nas mesmas bases o valor pago pelo capital social da Refap, temos que abater, do valor total de US$ 350 milhões, US$ 130 milhões de estoques, bem como lucros retidos de 2010, que até o terceiro trimestre somavam US$ 40milhões (ambos sobre 30%). Com isso o valor cai de US$ 350 para US$ 180 milhões, o que, com a dívida, resulta no multiplo de US$12.000/bpd.

É importante lembrar, ainda, que a Petrobras passará a ser a única fornecedora de petróleo para ser processado na refinaria, o que proporcionará ganhos para o sistema e em particular para a Refap.

Apesar de um cenário de mercado aberto há dez anos, não surgiram novos participantes no segmento de refino, o que levou a Petrobras a voltar a investir no setor, que teve sua última refinaria inaugurada em 1980, para resguardar a segurança do abastecimento nacional de combustíveis. A recompra de 30% da Refap está inserida neste objetivo, assim como a ampliação e modernização das refinarias existentes e a construção de cinco novas unidades de refino.

Embora não seja mais sua obrigação constitucional, a Petrobras vem procurando manter o mercado abastecido com a produção nacional e protegido das turbulências internacionais no curto prazo.

Atenciosamente,
Paulo Roberto Costa
Diretor de Abastecimento da Petrobras

Com as informações – Petrobras

Comentário do Colunista: Quem assina aí em cima dispensa qualquer apresentação… Não dá para escrever e analisar de maneira simplória uma atividade tão complexa.

Viva a orelhada!

Vamo que vamo!

Por Rodrigo Cintra

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