Acidente em plataforma da Repsol na Espanha derrama petróleo em área equivalente a 2 mil campos de futebol

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Um acidente numa plataforma de extracção de petróleo da Repsol, perto do delta do rio Ebro, no mar Mediterrâneo, causou um derrame que cobre 1900 hectares, uma superfície equivalente a dois mil campos de futebol.

O acidente que causou o derrame de 180 mil litros de hidrocarbonetos aconteceu na madrugada de quarta-feira na plataforma “Casablanca”, a 43 quilómetros da costa de Tarragona, segundo o jornal “El Mundo”. Tudo se passou durante as operações para retomar o funcionamento da plataforma, que tinha estado parada vários dias para manutenção.

A Repsol admite que houve uma falha nas suas instalações mas explica que a fuga aconteceu não na plataforma, que tem uma produção média diária de dois mil barris, mas nas válvulas e tubagens de condução.

O “El Mundo” avança que a maré negra chegou a estar a 24 quilómetros de distância da costa mas os ventos parecem estar a encaminhá-la para a direcção oposta. As operações de limpeza das águas já estão no terreno e deverão terminar amanhã.

Um porta-voz da subdelegação do governo de Tarragona precisou que foram enviados para o local três navios, para os trabalhos de limpeza e de contenção, noticiou o “El País”. Por seu lado, a Repsol mobilizou outros três navios para evitar que a mancha negra se prepague em direcção às praias.

As autoridades espanholas ponderam abrir uma investigação para apurar as circunstâncias em que aconteceu o derrame. Às 11h30 de ontem foi accionado o plano para contingências marinhas, para conter a mancha, e salvamento marítimo.

A plataforma de Tarragona foi inaugurada em 1981 para extrair o petróleo dos campos submarinos conhecidos por Casablanca, Boquerón, Rodaballo e Chipirón.

A organização Ecologistas em Acção vê no derrame “mais uma prova de que os acidentes neste tipo de instalações são inevitáveis” e “mais uma razão para abandonar o petróleo”.

Sara del Río, responsável pela campanha contra a Poluição na Greenpeace espanhola, comentou, em comunicado, que “depender do petróleo é cada vez mais caro, mais perigoso, porque a exploração se realiza cada vez mais longe, em maior profundidade e em condições mais extremas”. E atira críticas à empresa. “Na Repsol estão convencidos de que vale tudo. Apenas há alguns dias declararam em conferência de imprensa que já este Verão querem estar a explorar dois novos poços.”

Clipping direto Público (Portugal)

Por Marcus Lotfi

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