Petrobras bombando no Espírito Santo

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Para a Petrobras, os próximos 12 meses no Espírito Santo, além de consolidarem a mudança dos funcionários para a nova sede, localizada na Praia do Canto, em Vitória – um prédio de desenho moderno e ambientalmente sustentável, segundo a estatal – também permitirão chegar mais próximo de outros objetivos. Entre eles, o início das obras do Gasoduto Marítimo Sul Norte, obra gigante que vai cortar o mar capixaba de Sul a Norte; do Terminal Portuário de Ubu; e da entrada em operação dos três módulos da Unidade de Gás de Cacimbas (UTGC).

A previsão é de que a média de produção diária gire em torno de 260 mil barris por dia, mas os picos de produção poderão ultrapassar este volume e chegar a mais de 300 mil. “O que planejamos na companhia é que o Espírito Santo chegue a 2015 com um volume de 500 mil barris por dia”, explica o gerente-geral da unidade da Petrobras no Estado, Luiz Robério Souza Ramos.

Para chegar a este desempenho a estatal tem planejado vários projetos e, entre eles estão: todos os 17 poços do campo de Jubarte serão ligados à plataforma P-57 que chegará ao final do ano com produção de 180 mil barris; e o FPSO Cidade de Anchieta passará a produzir no pré-sal do Campo de Baleia Franca, em 2012.

Além disso, a entrada em operação da plataforma P-58, em 2012, colocará em produção os Campos das chamadas Baleias Anã, Franca e Cachalote, dentro do Plano de Desenvolvimento Integrado do Norte. A P-58 também produzirá 180 mil barris por dia.

No mar

O início das obras do Gasoduto Sul Norte Capixaba, com extensão de 200 quilômetros, permitirá que a estatal leve o gás do pré-sal do Parque das Baleias para ser processado em Linhares, na UTGC. A obra, segundo Robério Ramos, é estruturante, e terá pontos no mar em que poderá receber outros adicionais caso sejam feitas descobertas futuras.

A estatal trabalha ainda com projetos para o polo gás-químico de Linhares, que ainda está em fase inicial de estudo. Já se sabe, porém, que a intenção é de construir um polo para produção de ureia, amônia e etanol de forma integrada. Ainda não há data para início da obra.

Com as informações – Denise Zandonadi / A Gazeta (ES) Vitória

Por Rodrigo Cintra

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