Porto de Santos é prejudicado por falta de integração modal

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Em meio aos ótimos números divulgados pelo Porto de Santos – como o recorde histórico de 96 milhões de toneladas de cargas movimentadas apenas em 2010 – o Presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), José Roberto Serra, reconheceu que a integração dos modais de transporte deixou a desejar ao longo do ano no complexo santista.

“Ao contratarmos o estudo de acessibilidade ao Porto de Santos junto à USP (Universidade de São Paulo), mostramos que existe uma grande demanda de cargas e de obras de infraestrutura que permitam ao porto crescer. A viabilização desse objetivo exigirá nova forma de atuação, com interesses alinhados e metas comuns por parte de empresas e das instituições públicas, com a liderança da Autoridade Portuária.”

José Roberto Serra - Presidente da Codesp

Os empresários, sindicalistas e especialistas ouvidos pelo PortoGente ao longo da semana apontam este como o principal problema a ser resolvido pelo ministro dos Portos, Leônidas Cristino. Portanto, caberá à Codesp equacionar essa conta e tentar agilizar obras como a Avenida Perimetral da Margem Esquerda, em Guarujá, cujo início dos trabalhos nas ruas está previsto para o primeiro trimestre de 2011.

Mas, segundo o diretor de Planejamento da estatal, Renato Barco, algo a mais deve ser feito no âmbito logístico, e por parte do Governo do Estado. “Há a necessidade de construção dos ramos Norte e Sul do Ferroanel, para usarmos de forma racional este modal e intensificar seu potencial”.

Números

O relatório anual divulgado pela Codesp aponta que, em 2011, o Porto de Santos deverá movimentar 101 milhões de toneladas de cargas. Este ano, a movimentação de 96 milhões em 12 meses superou a expectativa da própria Autoridade Portuária, que tinha a previsão inicial de 87 milhões de toneladas. Grande parte desse salto pode ser creditada ao açúcar, cuja movimentação subiu 24% entre 2009 e 2010.

Expectativa de movimentação de cargas para 2011

• Carga geral: 37,5 milhões de toneladas, crescimento de 7,4%
• Carvão: 4,5 milhões de toneladas, crescimento de 13,5%
• Soda cáustica: 700 mil toneladas, redução de 19,3%
• Álcool: 1,4 milhões de toneladas, crescimento de 10%
• Carga solta: 5,1 milhões de toneladas, redução de 1,5%
• Milho: 4,6 milhões de toneladas, redução de 1,8%
• Trigo: 1 milhão de toneladas, redução de 5%
• Suco cítrico: 2 milhões de toneladas, crescimento de 6,2%
• Soja: 8,9 milhões de toneladas, aumento de 5,4%
• Açúcar: 17,7 milhões de toneladas, crescimento de 2,1%

Com as informações – PortoGente

Por Rodrigo Cintra

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