Especialistas opinam sobre mudanças na SEP

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Os presidentes da Associação Brasileira de Terminais de Contêineres de Uso Público (Abratec), Sérgio Salomão, e do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Santos, Sérgio Aquino, concordaram em um ponto: a mudança no comando da Secretaria de Portos (SEP) deve ser respeitada, afinal, trata-se de uma incumbência da futura Presidenta do Brasil, Dilma Rousseff.

Além disso, os dois especialistas apontaram quais devem ser as prioridades do engenheiro Leônidas Cristino no comando da SEP. E, ao passar os olhos por alguns dos problemas citados, trabalho não faltará para o ex-prefeito de Sobral, no Ceará.

Sergio Salomão, da Abratec

“Temos esperança de que ele mantenha o mesmo desempenho da SEP ao encarar os problemas dos portos. Sem dúvida, as vias de acesso aos terminais precisam ser modernizadas ou construídas, em vários casos. Os problemas se concentram neste ponto. Temos terminais com níveis de produtividade internacionais. É justo que a infraestrutura seja compatível com isso”, explica Sérgio Salomão.

Sérgio Aquino, daCAP

Já Sérgio Aquino preferiu, em um primeiro momento, comemorar a permanência da estrutura atual da SEP, sem a especulada vinculação dos aeroportos nacionais à administração da pasta. E defendeu outro tipo de mudança. “Portos têm que estar juntos de hidrovias, marinha mercante e outros. Só valeria juntar aeroporto nessa história se o modelo do setor fosse modificado, o que não está em pauta.”

O presidente do CAP do Porto de Santos destacou que os nomes que ocupam a Secretaria de Portos podem mudar, mas os projetos devem seguir uma linha de continuidade a partir do que foi implementado pela atual equipe da SEP.

“O novo ministro tem três desafios: valorizar a gestão local nos portos, implantar sistemas de controle logístico e fazer a qualificação laboral da melhor forma. E eu estava me esquecendo da quarta tarefa: harmonizar de vez as relações entre as autoridades portuárias e as aquaviárias”, pontua Aquino.

Com as informações – Bruno Rios / PortoGente

Por Rodrigo Cintra

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