Sea Shepherd persegue baleeiros e impede assassinato de baleias

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A Sea Shepherd Conservation Society encontrou os navios baleeiros japoneses ilegais no último dia do ano. Na vastidão do oceano do sul, os navios da Sea Shepherd conseguiram encontrar a frota japonesa antes mesmo deles começarem a matar baleias. Esta é uma vitória importante para as baleias e precisamente como o Presidente e fundador da Sea Shepherd, o Capitão Paul Watson esperava, no entrar do Ano Novo.

Por volta das 09:00 horas (horário australiano), o navio da Sea Shepherd, Bob Barker encontrou um navio arpoador na borda do gelo a 148 graus oeste. O navio japonês não identificado tentou se mover para o sul para afastar o Bob Barker do Nisshin Maru.

Às 15:00 horas (horário australiano), a cerca de 60 milhas ao norte, o principal navio da Sea Shepherd, Steve Irwin, encontrou o navio arpoador  japonês Yushin Maru # 2 no gelo.

O Gojira e o novo helicóptero da Sea Shepherd, Nancy Burnet, continuam a procurar o Nisshin Maru, o navio fábrica flutuante japonês.

A arte de encontrar os Baleeiros

Sabendo quando o Nisshin Maru deixou o Japão e estimando a velocidade do navio quando ele se dirigiu ao sul, o Capitão Paul Watson conseguiu ter uma idéia aproximada da evolução diária da frota baleeira japonesa.

Ele decidiu levar o Steve Irwin para Wellington, na Nova Zelândia e depois descer para Bluff no extremo sul da Ilha do Sul. O Gojira ficou em Hobart e o Bob Barker foi deslocado para o centro e para o sul do mar da Tasmânia, para mostrar aos japoneses que estaríamos no seu caminho e eles teriam que escolher se passariam por nós ou escolheriam um caminho melhor.

O Capitão Paul Watson descobriu que isso forçaria a frota baleeira a ir para o leste a fim de evitar serem pegos no meio da frota da Sea Shepherd no Mar da Tasmânia.

Yushin Maru nº 2

Os baleeiros anunciaram que iriam expandir seu território de caça para tornar mais difícil para a Sea Shepherd encontrá-los, mas nas últimas sete campanhas da Sea Shepherd os baleeiros japoneses ilegais provaram serem previsíveis e o Capitão Watson chegou a conclusão de que eles estavam blefando.

Quando a patrulha da Tasmânia relatou que os baleeiros estavam a nordeste da Nova Zelândia, em direção a sudeste, o Capitão Watson deduziu que eles teriam que chegar ao limite extremo a leste da área que o Japão designa para o que eles chamam de pesquisa, uma área que se estende a 145 graus a oeste. Isto os colocaria a uma distância máxima de onde os navios da Sea Shepherd partiram, da Tasmânia e Nova Zelândia.

O Capitão Paul Watson instruiu o capitão Locky MacLean a levar o Gojira a leste, ao longo da linha de 60 graus de latitude. O Capitão Alex Cornelissen, do Bob Barker, foi instruído a navegar para o leste ao longo da linha de 64 graus de latitude, e o Capitão Watson levou o Steve Irwin a leste ao longo da linha de 62 graus de latitude.

Os dois navios arpoadores foram vistos na linha oeste a 148 graus de longitude, no dia 31 de dezembro. A interceptação da frota baleeira japonesa foi a 1.700 milhas náuticas a sudeste da Nova Zelândia e 2.300 milhas náuticas a sudoeste do Chile.

“Isso é fantástico”, disse a Chefe de Cozinha do Steve Irwin, Laura Dakin, de Canberra, na Austrália. “Pela primeira vez na história da Sea Shepherd, nós localizamos os baleeiros antes que eles tivessem chance de matar uma única baleia”.

Com as informações – Raquel Soldera / Sea Shepard

Por Rodrigo Cintra

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