Faturamento da LLX rende 20 milhões para São João da Barra

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Uma revisão das condições comerciais e operacionais do contrato existente entre a LLX Minas- Rio (MR) — subsidiária da LLX Logística S/A — e a mineradora sul-africana AngloAmerican fixou 1º de julho de 2013 como data inicial para a Anglo embarcar a primeira carga de minério de ferro pelo terminal do Superporto do Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense. O contrato revisto, firmado esta semana em Londres, afasta esse risco e vai garantir um faturamento anual de US$ 190 milhões para a LLX a partir de 2013. Com esse volume de faturamento da empresa, a receita de Imposto Sobre Serviços (ISS) a ser recolhida, anualmente, para a prefeitura de São João da Barra saltará dos atuais cerca de R$ 2 milhões para R$ 20 milhões.

O fato põe fim as incertezas e temores que rondavam a LLX S/A em relação à possível demora da parte da Anglo em começar a embarcar minério pelo porto fluminense. Isto se deve às dificuldades que a multinacional tem enfrentado nas ações de desapropriação de terrenos para construir o mineroduto de 600 quilômetros que vai transportar seu minério de Minas para o Rio.

Um adiamento dos embarques para 2015 ou 2016 poderia deixar a LLX sem caixa, já que o terminal do Açu só vai embarcar e estocar minério da MMX e da Anglo, disse uma fonte próxima, das duas empresas. A primeira carga de minério de ferro corresponderá efetivamente à entrada em operação do Superporto.

Preço –
A partir de 2013, portanto, a Anglo passa a pagar à LLX uma taxa de US$ 7,10 por tonelada embarcada, de um total anual de 26,5 milhões de toneladas a serem exportadas pelo Superporto do Açu durante 25 anos. A tarifa será reajustada anualmente pelo Índice de Preços ao Produtor dos Estados Unidos, o US PPI.

A revisão do contrato objetivou atualizar os parâmetros negociais de acordos relevantes em vigor, sem alterar a estrutura societária da joint-venture entre LLX, que detém 51% do terminal, e a Anglo, com 49%.

Caixa garantido –
O acordo será bom para a LLX e a Anglo, avaliam fontes do setor. A LLX vai ter caixa garantido, pois o contrato é de take-or-pay, ou seja, a Anglo paga pelo minério embarcado ou não embarcado. Outra vantagem é que não há mais risco de suspensão do Capex (investimento direto), já que os novos termos contratados preveem ainda que a Anglo contribuirá com os recursos adicionais de até R$ 1,3 bilhão para tocar o empreendimento.


Investimento –
Os investimentos da LLX ficarão limitados ao que já foi desembolsado pelas partes até agora. O investimento total é de R$ 2,78 bilhões, dos quais ambas já investiram juntas R$ 973 milhões, sendo R$ 510 milhões bancados pela LLX. As duas empresas dividirão, porém, qualquer custo adicional que ultrapassar o valor total previsto do investimento.


Tarifa –
O ganho da Anglo na revisão do contrato foi uma tarifa menor que vai reduzir o retorno do negócio a um percentual de 13% ao ano na primeira fase de embarque. Numa segunda etapa, quando a capacidade do terminal poderá chegar a até 100 milhões de toneladas, a Anglo terá de pagar uma tarifa maior para embarcar seu minério, capaz de garantir à LLX uma taxa de retorno de 15% ao ano ao longo de um período de 25 anos.

Construção – Até agora, já foi concluído no terminal portuário do Superporto Açu a ponte de seis quilômetros de extensão, o píer de rebocadores, 35% da obra física dos berços para minério de ferro, dragagem e canal de acesso. A obra está se concentrando, nesse momento, na construção do quebramar, um paredão de 30 metros de altura.

Clipping direto – Blog do Superporto do Açu

Por Marcus Lotfi

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